• Líderes que consideram as emoções da equipe não comprometem resultados, segundo Rafael Souto, CEO da Produtive Carreira e Conexões com o Mercado.
  • A abordagem de liderar com empatia e foco na saúde emocional, baseada em David Grossman, promove diálogo e equilíbrio entre trabalho e vida pessoal.
  • A liderança emocional exige ouvir ativamente para entender a equipe, o que aumenta a conexão, produtividade e a capacidade de enfrentar desafios no ambiente corporativo.
Resumo supervisionado por jornalista.

Ao contrário do que se possa imaginar, o líder que considera as emoções de sua equipe não afasta os resultados dos negócios. Essa é a avaliação de Rafael Souto, sócio-fundador e CEO da Produtive Carreira e Conexões com o Mercado. A argumentação do executivo está baseada na experiência de David Grossman, autor do livro Heart First: Lasting Leader Lessons from a Year that Changed Everything (Coração em primeiro lugar: lições duradouras de um ano que mudou tudo, em tradução livre).

O ano que mudou tudo, no caso, foi 2021, em plena pandemia de coronavírus. Grossman, por sua vez, é o fundador e CEO do Grossman Group, a renomada consultoria de comunicação com sede em Chicago. Com foco em clientes da Fortune 500, a empresa atendeu grupos como Black & Decker e Amazon, entre outros.

Souto defende a abordagem de liderar primeiro com o coração no artigo que escreveu para o Valor e lembra que esse tipo de gestão “contempla o olhar atento ao pilar de saúde física e emocional da equipe”. Para ele, dialogar sobre como está o indivíduo é um dos papeis fundamentais na liderança. O executivo também acredita que mostrar apoio e gerar equilíbrio saudável entre trabalho e vida pessoal pode gerar não só conexão, mas também produtividade.

Empatia e olhar humano

É importante destacar que a proposta de Grossman, citada pelo executivo, não significa o abandono de medidas difíceis ou mais cerebrais, como lembra a especialista Julie Winkle Giulioni. O que se defende é o maior foco na empatia e na consideração dos aspectos mais humanos das situações. Entre as dicas para essa nova abordagem está a questão de ouvir melhor o que dizem as equipes, usando técnicas como concentrar-se no diálogo e questionar o que foi dito, para certificar-se de que realmente entendeu o que o liderado está falando.

Segundo ela, estamos perdendo quando não ouvimos tão eficazmente quanto poderíamos. Entre as perdas, pode-se listar a chance de aprender algo novo ou de obter uma perspectiva diferente sobre um assunto desafiador.

Dúvidas mais comuns

Liderança emocional é a capacidade do líder de identificar, compreender e regular suas próprias emoções, assim como as emoções de sua equipe. Essa habilidade é fundamental para o sucesso organizacional, pois permite uma gestão mais empática e eficaz das pessoas.

Considerar as emoções da equipe não afasta os resultados dos negócios; pelo contrário, pode fortalecer a conexão, o apoio e o equilíbrio entre trabalho e vida pessoal, gerando maior produtividade e saúde emocional no ambiente de trabalho.

Os pilares da liderança frequentemente incluem Propósito, Comunicação, Pessoas e Resultados. Esses elementos combinam autoconhecimento, comunicação clara, foco no desenvolvimento da equipe e entrega de metas, criando uma liderança inspiradora e eficaz.

A empatia permite que o líder ouça melhor sua equipe, compreenda suas necessidades e perspectivas, e responda de forma humana e atenta. Isso promove um ambiente de confiança, aprendizado e colaboração, essenciais para o sucesso coletivo.

Não. Liderar com o coração não significa abandonar decisões difíceis ou estratégicas. Trata-se de equilibrar a racionalidade com a consideração dos aspectos humanos, usando empatia para tomar decisões mais conscientes e eficazes.

Técnicas como concentrar-se no diálogo, questionar para confirmar o entendimento e praticar a escuta ativa são essenciais. Elas ajudam o líder a captar verdadeiramente o que o colaborador está comunicando, evitando mal-entendidos e promovendo um ambiente de aprendizado.