A inclusão de pessoas com deficiência (PCDs) em cargos de comando ainda é falha no Brasil. Os números são claros: menos de 0,5% das vagas em liderança são ocupadas por candidatos dessa categoria. Em 0,3% dos casos, os salários eram superiores a R$ 8,9 mil. A maior parte dos cargos – 82% – foram para ocupações de entrada, o que significa salários médios de R$ 1,6 mil. A maior parte das contratações desse grupo foi destinada às áreas administrativas e comerciais.
Os dados fazem parte de um levantamento da Talento Incluir, consultoria especializada em diversidade e inclusão, e trazem um recorte de 2022. Outra pesquisa da instituição, em parceria com a também consultoria Noz Inteligência, confirma a tendência de subaproveitamento de PCDs nas disputas de vagas. Intitulado “Pessoas com Deficiência e Empregabilidade”, o estudo apontou que 60% das pessoas com deficiência entrevistadas nunca foram promovidas. E mais: 53% desse universo tem curso superior e 45% trabalha na mesma corporação há pelo menos dez anos.
Uma reportagem do Diário PCD sobre a pesquisa da Talento Incluir mostra que o quadro nos últimos anos parece não ter mudado: com dados de 2019, o relatório do IBGE publicado em 2022 revela que a taxa de participação dos PCDs no mercado de trabalho era de 28,3%, enquanto a taxa das pessoas sem deficiências era de 66,3%. A diferença salarial desse público chegava a cerca de R$ 1 mil a menos que o rendimento médio das pessoas sem deficiência.
Para mudar esse cenário, as iniciativas devem superar o capacitismo, na avaliação da CEO da Talento Incluir, Katya Hemelrijk. Mesmo tecnicamente preparadas para ocupar cargos de liderança, as PCDs enfrentam preconceitos e precisam do apoio das empresas que as contrataram.
Katya lembrou que é necessário avançar nas políticas de inclusão e diversidade. De acordo com ela, afinal, “não basta contratar, mas é necessário desenvolver, acolher e manter, de fato, a diversidade”.
Dúvidas mais comuns
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As pessoas com deficiência ocupam menos de 0,5% das vagas de liderança no Brasil, indicando uma baixa inclusão desse grupo em cargos de comando.
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Apenas 0,3% das PCDs em cargos de liderança recebem salários superiores a R$ 8,9 mil, enquanto a maioria ocupa cargos de entrada com salários médios de R$ 1,6 mil.
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A maior parte das contratações de pessoas com deficiência é destinada às áreas administrativas e comerciais.
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Segundo pesquisa, 60% das pessoas com deficiência entrevistadas nunca foram promovidas, mesmo com 53% delas possuindo curso superior e 45% trabalhando na mesma empresa há pelo menos dez anos.
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Em 2019, a taxa de participação das PCDs no mercado de trabalho era de 28,3%, enquanto a das pessoas sem deficiência era de 66,3%, mostrando uma grande disparidade.
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A diferença salarial média é de cerca de R$ 1 mil a menos para pessoas com deficiência em comparação com aquelas sem deficiência.
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Além do capacitismo e preconceitos enfrentados, é necessário que as empresas não apenas contratem, mas também desenvolvam, acolham e mantenham a diversidade para garantir a inclusão efetiva das PCDs.