• O Brasil conta com 34 instituições financeiras do Sistema Nacional de Fomento que oferecem crédito orientado para mulheres, priorizando a equidade de gênero.
  • 63% dessas instituições disponibilizam linhas de crédito e produtos financeiros específicos para mulheres, com 58% dos recursos destinados a negócios liderados por elas entre 2019 e 2022.
  • A ampliação do crédito para mulheres fortalece políticas de equidade de gênero e sustentabilidade, contribuindo para redução das desigualdades sociais e podendo servir de modelo internacional.
Resumo supervisionado por jornalista.

As instituições financeiras do país estão priorizando o crédito para mulheres. De acordo com o presidente da Associação Brasileira de Desenvolvimento (ABDE), Celso Pansera, 63%, das 34 instituições financeiras do Sistema Nacional de Fomento (SNF) disponibilizam linhas de crédito e produtos financeiros com base na equidade de gênero. A informação foi dada em reunião com a vice-secretária geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Amina J. Mohammed, realizada na sede da ABDE, em Brasília, no início de agosto.

Na avaliação de Pansera, o encontro entre a ABDE e a ONU é importante porque fortalece as relações multilaterais estabelecidas entre as duas instituições. A participação da ONU também ajuda a ampliar a atuação das políticas locais e torna o país menos desigual e mais sustentável do ponto de vista ambiental.

Já o vice-presidente da ABDE e diretor de Desenvolvimento Produtivo, Comércio Exterior e Inovação do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico Social (BNDES), José Luis Gordon, reforçou que o Brasil tem desafios de equidade, não só de gênero, como também de raça, nas questões regionais.

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Crédito para mulheres como foco

credito para mulheres

A importância do critério de gênero na concessão de crédito também foi lembrada pelo vice-presidente de Governo e Sustentabilidade Empresarial do Banco do Brasil, José Ricardo Sasseron. Ele informou que o BB tem linhas de crédito específicas para mulheres. “Há um número muito grande de mulheres empreendedoras no país, tanto na zona urbana quanto na zona rural. Precisamos ter esse olhar para gerar transformações sociais”, explicou.

Dados da ABDE mostram ainda que – de 2019 a 2022 – 58% dos recursos da instituição foram destinados a negócios chefiados por mulheres. No total, foram 14.013 mulheres atendidas com um volume de recursos de mais de R$ 59 milhões.

Silvia Rucks, coordenadora residente da ONU no Brasil, destacou o papel do Sistema Nacional de Fomento e seu alinhamento com a Agenda 2030. Além disso, ela argumentou que a experiência pode ser replicada como exemplo para outros países.

Dúvidas mais comuns

No Brasil, 34 instituições financeiras do Sistema Nacional de Fomento (SNF) oferecem linhas de crédito e produtos financeiros com base na equidade de gênero, priorizando o crédito para mulheres.

O crédito orientado para mulheres é fundamental para promover a equidade de gênero, apoiar o empreendedorismo feminino e gerar transformações sociais, especialmente considerando o grande número de mulheres empreendedoras tanto na zona urbana quanto na rural.

De 2019 a 2022, 58% dos recursos da Associação Brasileira de Desenvolvimento (ABDE) foram destinados a negócios chefiados por mulheres, atendendo 14.013 mulheres com um volume de recursos superior a R$ 59 milhões.

O Brasil enfrenta desafios de equidade não apenas de gênero, mas também de raça e questões regionais, o que exige políticas específicas para garantir o acesso justo ao crédito e promover o desenvolvimento sustentável.

Instituições como o Banco do Brasil oferecem linhas de crédito específicas para mulheres, visando apoiar o empreendedorismo feminino e facilitar o acesso a recursos financeiros para negócios liderados por mulheres.

A Linha Desenvolve Mulher é uma linha de crédito que oferece condições financeiras acessíveis para mulheres, com prazos de até 120 meses e carência de até 36 meses, além de uma opção simplificada para financiamentos de até R$ 300 mil com processo ágil.

O Pronaf Mulher é destinado a mulheres agricultoras com renda familiar bruta menor que R$ 150 mil, podendo ser usado para aquisição de máquinas, equipamentos, irrigação, conectividade e outros itens, com condições específicas conforme a renda familiar.

A participação da ONU fortalece as relações multilaterais e ajuda a ampliar a atuação das políticas locais, alinhando o Sistema Nacional de Fomento com a Agenda 2030, tornando o país menos desigual e mais sustentável, além de servir como exemplo para outros países.