• Profissionais das gerações Y e Z evitam cargos gerenciais por priorizarem qualidade de vida e buscarem evitar o estresse associado à liderança de equipes.
  • Estudo da CoderPad indica que 36% dos trabalhadores de tecnologia dessas gerações não desejam assumir funções gerenciais, influenciados por mudanças no trabalho pós-pandemia.
  • A redução de apoio e o aumento da responsabilidade em cargos gerenciais, agravados pela Grande Demissão, intensificam o esgotamento e a sensação de isolamento desses líderes.
Resumo supervisionado por jornalista.

Os profissionais das gerações Y e Z estão priorizando o equilíbrio e a qualidade de vida, e acham que essa busca não pode ser compensada pelos ganhos de assumir uma posição gerencial. A razão? Subir na carreira e passar à liderança também traz consigo o estresse de gerenciar equipes. 

Essa percepção é contrária ao que pensam as gerações mais velhas, para quem a meta de assumir uma gerência era a regra e a ascensão hierárquica tinha o significado de ganhar mais e ter poder sobre uma equipe, ao lado, é claro, de assumir responsabilidades adicionais. 

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As diferenças geracionais ficam mais claras com os estudos setorizados, como o realizado pela CoderPad e reportado pela Forbes na reportagem “Eles não querem ser mais gerentes“.

Segundo a publicação e com base no resultado do estudo, 36% dos trabalhadores de tecnologia das gerações Y e Z expressaram não querer assumir uma função gerencial. Contam a favor desse resultado todos os desdobramentos da pandemia de Covid-19, desde ter que administrar uma rotina de home office até a volta ao escritório pós-pandemia. 

Cargos de liderança não são atrativos para as gerações Y e Z

Em alguns países, o cenário é mais complicado, como nos Estados Unidos, onde a onda de desligamentos, conhecida como a Grande Demissão, colocou barreiras para a contratação de novos colaboradores — e o fato não ficou restrito ao setor de tecnologia. 

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E mais: vários cargos de gerencia intermediária foram extintos, aumentando a responsabilidade dos gerentes remanescentes. Entre os intermediários que não foram desligados, o ambiente não melhorou e eles estariam entre os mais exaustos, na avaliação do think tank Future Forum, que executou um levantamento nessa área em 2022. 

Para piorar, o apoio aos gerentes estaria sendo reduzido. Essa é a avaliação da revista do MIT, a Sloan Management Review. Isso é particularmente sensível, ao se considerar que a gerência também traz consigo um sentimento de solidão e de não mais pertencimento à equipe. 

Dúvidas mais comuns

As gerações Y e Z priorizam a qualidade de vida e o equilíbrio pessoal, e percebem que assumir cargos gerenciais traz estresse e responsabilidades adicionais que não compensam os ganhos financeiros ou de status. Essa visão contrasta com gerações anteriores, que viam a gerência como um avanço natural e desejável na carreira.

A liderança foca em desenvolver estratégias para motivar e inspirar a equipe a alcançar resultados, lidando com mudanças e o desconhecido. Já a gerência concentra-se em processos, métodos e metas, garantindo que a organização funcione de forma eficiente e organizada.

A gerência envolve planejar metas, organizar recursos e pessoas, liderar e motivar a equipe, coordenar atividades e controlar o desempenho para garantir que os objetivos sejam alcançados de forma eficiente.

A pandemia trouxe desafios como o home office e a adaptação à volta ao escritório, aumentando o estresse dos gerentes. Além disso, a sobrecarga de trabalho e a redução de cargos intermediários agravaram a exaustão e o sentimento de solidão entre os gerentes remanescentes.

Os pilares da liderança eficaz incluem propósito, comunicação clara e transparente, foco nas pessoas para desenvolver seu potencial, e orientação para resultados. Outros aspectos importantes são autoconhecimento, empatia, integridade e a capacidade de inspirar e motivar a equipe.

Em países como os Estados Unidos, a chamada Grande Demissão levou à redução de cargos de gerência intermediária para cortar custos e simplificar estruturas. Isso aumentou a responsabilidade dos gerentes restantes, que enfrentam maior carga de trabalho e menos apoio, contribuindo para o esgotamento.

Muitos gerentes sentem que o apoio institucional está diminuindo, o que, somado ao aumento das responsabilidades e ao isolamento decorrente do cargo, gera um sentimento de solidão e de não pertencimento à equipe, afetando seu bem-estar e desempenho.