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Afinal, o que é ESG e por quê ele é importante para as organizações?

Companhias alinhadas com as práticas ESG obtêm melhores resultados e ajudam a melhorar a vida e o bem-estar social e do planeta

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por Redação 7 de março, 2023
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    Impacto positivo e legados sustentáveis

Nos últimos tempos, o termo ESG passou a ser recorrente no mundo empresarial e uma preocupação forte nas direções das empresas. A sigla vem do inglês Environmental (Ambiental, E), Social (Social, S) e Governance (Governança, G), mas se tornou sinônimo de sustentabilidade empresarial, e funciona como uma espécie de credencial para as organizações que trabalham por um mundo mais justo e equilibrado.

As vantagens de ser ESG 

Na mesma via, ser ESG se tornou economicamente vantajoso para as organizações. Há muitas sinalizações mostrando que vale a pena ser ESG e que isso significa, no fundo, a aplicação de boas práticas empresariais para obter lucro, reputação e longevidade como consequência. 

O diretor-executivo da Rede Brasil do Pacto Global, Carlo Pereira, defendeu em artigo publicado pela Revista Exame, que “atuar de acordo com padrões ESG amplia a competitividade do setor empresarial, seja no mercado interno ou seja no exterior. No mundo atual, no qual as empresas são acompanhadas de perto pelos seus diversos stakeholders, ESG é a indicação de solidez, custos mais baixos, melhor reputação e maior resiliência em meio às incertezas e vulnerabilidades”.

Já uma reportagem do jornal Valor Econômico apontou os benefícios corporativos destacando que “empresas com desempenho superior em áreas ambientais, sociais e de governança (ESG) apresentam margens de valorização mais altas do que as que não se preocupam muito em incorporar questões ESG em seus negócios”. 

ESG na bolsa de valores

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Ser ESG, portanto, está intimamente ligado ao resultado financeiro. Não à toa, o primeiro ponto para uma empresa ser ranqueada nos índices ESG é estar listada em bolsa de valores ou, ao menos, no caminho disso. 

Essa avaliação é feita por diversas agências comerciais e sem fins lucrativos, que analisam as empresas de forma aprofundada sobre o tema. Para pontuar bem, as organizações devem aplicar, e demonstrar a aplicação, de políticas voltadas para as diretrizes ESG dos índices, além de endereçar problemas enfrentados dentro dos mesmos tópicos. 

5 rankings ESG para serem consultados

Ativos de fundos ESG crescerão, diz PwC

Um estudo da PwC aponta que, até 2025, cerca 57% dos ativos de fundos mútuos na Europa serão ESG. Em valores, isso corresponde a cerca de 7,6 trilhões de euros. 

No Brasil, o ESG ainda não é uma unanimidade e não tem o mesmo peso que tem na Europa. Mas o cenário é positivo no país e o tema ganha força a cada dia entre os gestores de ativos brasileiros. Segundo estudo do Pacto Global com a STILINGUE, fundos ESG captaram R$ 2,5 bilhões no país em 2020, sendo que mais da metade da captação veio de fundos criados nos 12 meses anteriores.

ESG e ODSs

Segundo o Climate Change and Sustainability Services, da Ernest Young, as informações ESG são essenciais para a tomada de decisões dos investidores atualmente. Mais ainda porque os critérios ESG estão totalmente relacionados aos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), que também ganharam peso nas discussões dos mercados de capitais. 

No Brasil, a relação dos ODS com os negócios está presente nas grandes empresas, e o estudo do Pacto Global avaliou aquelas que fazem parte do Índice de Sustentabilidade Empresarial da B3 (ISE), constatando que 83% têm processos de integração dos ODS às suas estratégias, metas e resultados.

O que são os ODS, da ONU

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Os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável abarcam diferentes temas de aspectos ambientais ou sociais. O foco de todos eles é acabar com a pobreza, proteger o meio ambiente e o clima – em linha com as metas do Acordo de Paris – além de garantir que as pessoas, em todos os lugares, possam desfrutar de paz e de prosperidade.

Cada ODS é dividido em submetas, deixando mais claro as ações que cada país, empresa e cidadão precisa tomar para atingir a vida sustentável. As metas de cada ODS foram construídas de maneira interdependente. Ou seja, quando um país conseguir atingir um deles, muito provavelmente, terá conseguido avançar em outros.

Leia mais nesta matéria do Seja Relevante

O que determina cada letra do ESG

Mas o que prescrevem, afinal, as três letrinhas da ESG? Uma publicação da empresa de tecnologia TOTVS define bem que o elo ambiental inclui exigências como: a gestão de resíduos, política de desmatamento (caso aplicável), uso de fontes de energia renováveis e o posicionamento da empresa em relação às questões de mudanças climáticas.

S, de Social

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Já o S, de Social, é bem definido em publicação do Seja Relevante, na qual referencia artigo publicado pela diretora estatutária e líder do Centro Social Cardeal Dom Serafim da Fundação Dom Cabral (FDC), Nádia Rampi na Folha de São Paulo.

Nádia destacou que o Brasil está entre as 25 nações que mais pesquisam sobre ESG, segundo levantamento do Google Trends. “Mas a tendência vai além, pois a pauta ESG se consolida como caminho que as empresas têm escolhido para gerar valor para os negócios e, para todos os cenários nesse sentido, as questões sociais se impõem. É o S, do ESG”, afirmou.

G, de Governança

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Por fim, Governança foca em como uma empresa é administrada pelos gestores e diretores. O aspecto Governança envolve dados como: transparência financeira e contábil, relatórios financeiros completos e honestos e remuneração dos acionistas.

Para o diretor do Núcleo de Sustentabilidade da Fundação Dom Cabral, Heiko Hosomi Spitzeck, o assunto está ligado à uma cultura de integridade nas corporações. “Afinal, de nada adianta implementar regulamentações ou dispor de um processo robusto de compliance, se a empresa não tiver uma cultura de integridade”, como defendeu ele em gravação do Podcast FDC Debates e artigo publicado na revista Exame.

Redução de custos e reputação

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Além dos benefícios financeiros e corporativos já pontuados, um forte desempenho ESG pode ajudar a reduzir custos nas corporações, partindo do princípio de que elas passam a ser vistas como melhor administradas e mais eficientes.

A adesão ao ESG ainda pode melhorar a reputação da organização, à medida que os stakeholders ampliam interesse por ela e passam a apoiar as suas causas de impacto positivo. Isso, obviamente, ajuda na fidelização de clientes, que passam a compartilhar dos valores das organizações.  




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