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Jornada de trabalho não-linear pode reduzir turnover e burnout

Pandemia eclode jornada de trabalho não-linear, que já era praticada pré-industrialização e foca na produtividade e não meramente no cumprimento de carga horária

jornada de trabalho nao-linear © - Shutterstock
por Redação 4 de novembro, 2022
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A pandemia de Covid-19 mudou a rotina de muitas pessoas e abriu espaço para nova jornada de trabalho não-linear. Nesse modelo, os profissionais podem optar por horários que funcionam melhor para eles e abrir mão do cronograma rígido tradicional. A ideia é que eles possam estabelecer rotinas de trabalho em função da sua vida pessoal, e não o contrário. E, mesmo operando de forma assíncrona, ou seja, sem a necessidade de estarem ativos nos mesmos horários que seus colegas. 

De acordo com a reportagem da BBC sobre o tema, “os profissionais já estão praticando esse sistema até certo ponto sem perceberem, preferindo realizar tarefas que exigem maior concentração tarde da noite ou adiantando projetos de manhã cedo”. E mais: as jornadas não-lineares podem ganhar mais espaço, dependendo da cultura organizacional de cada empresa. 

Jornada de trabalho não-linear não é novidade

O mais interessante que esse tipo de jornada não é novo e era praticado na era pré-industrial, quando um dia de trabalho típico duraria do amanhecer até o pôr do sol, com vários tipos de interrupção. Ela foi aposentada com a semana rígida de 40 horas em cinco dias que conhecemos até a eclosão da Covid-19. 

“O trabalho assíncrono permite que as pessoas economizem o tempo do transporte, cumpram as tarefas administrativas durante as horas de baixa produtividade, tenham mais tempo para praticar exercícios e economizem dinheiro com refeições preparadas em casa”, afirma Laura Giurge, professora de ciências do comportamento da London School of Economics and Political Science.

Ainda de acordo com ela, a jornada de trabalho não-linear ajuda a mudar o foco do trabalho, saindo da atividade e concentrando-se nos resultados. “Deixa de ser questão de quando ou onde você trabalha, mas sobre o cumprimento do trabalho. Os gerentes ficam responsáveis por definir os objetivos e a visão para os funcionários, mas não dizem a eles como devem chegar lá”, finaliza.


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