close

Metodologias colaborativas impulsionam a estratégia de organizações sociais

Case do Instituto Plano de Voo mostra o poder da colaboração no desenho estratégico das instituições

metodologias colaborativas Foto: Freepik

Autores

Ana Vitória Alkmim

Professora convidada e pesquisadora da Fundação Dom Cabral para Estratégia, Sustentabilidade e Inovação Social; e doutoranda em Ecologia Humana pela Universidade Nova de Lisboa

  • Educação e aprendizagem Mais informações
    Educação e aprendizagem
  • Impacto positivo e legados sustentáveis Mais informações
    Impacto positivo e legados sustentáveis

No desenho da estratégia de projetos sociais, a colaboração é chave para a inovação. Ao envolver todos os stakeholders no processo, a partir de metodologias colaborativas, é possível aumentar a produtividade, tornar o processo mais leve e aumentar a adesão, além de promover o crescimento individual e coletivo.

A gestão de organizações sociais tem pontos importantes de contato com a gestão empresarial; por outro lado, o campo social tem suas especificidades. Organizações sociais reúnem pessoas com diferentes histórias, níveis e tipologias de conhecimentos, de grande valor – que muitas vezes passam despercebidos quando trabalhamos com metodologias tradicionais voltadas a empresas. É para acessar e mobilizar essa fonte de sabedoria que integramos metodologias colaborativas ao desenho e execução da estratégia das organizações sociais.

Um exemplo é o caso do Instituto Plano de Voo, uma organização sem fins lucrativos que realiza projetos multidisciplinares pautados na educação de crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade social. Em 2023, a organização decidiu, com apoio da Fundação Dom Cabral (FDC), elaborar seu primeiro planejamento estratégico, utilizando metodologias colaborativas. A gestão foi feita por meio do FDC Centro Social Cardeal Dom Serafim, que contempla o desenvolvimento e capacitação de organizações sociais; um dos programas envolvidos é o Pilaris, que trabalha a estratégia e gestão das entidades.

A metodologia utilizada foi baseada na tecnologia social Dragon Dreaming, que combina elementos da sabedoria indígena australiana com princípios da gestão moderna, combinada à perspectiva antroposófica de processo decisório, inspirada no trabalho do austríaco Rudolph Steiner. O processo de trabalho é dividido em quatro etapas, que lembram o método PDCA: sonhar, planejar, fazer e celebrar. Sonhar e planejar pertencem à teoria, enquanto fazer e celebrar integram a prática.

Os resultados do planejamento foram bastante positivos. Ao longo do processo, o time envolvido aumentou sua produtividade e engajamento, e desenvolveu um plano de ação alinhado à realidade da organização. Além disso, o processo promoveu o crescimento individual e coletivo dos participantes.

Metodologias colaborativas são uma tendência

As metodologias colaborativas estão se tornando cada vez mais populares no mundo corporativo e do terceiro setor, porque oferecem uma série de benefícios.

  • Maior envolvimento e engajamento dos stakeholders.
  • Melhor compreensão das necessidades e expectativas dos públicos.
  • Oportunidades para criatividade e inovação.
  • Maior eficácia na execução de projetos.

O caso do Instituto Plano de Voo é um exemplo de como as metodologias colaborativas podem ser uma ferramenta poderosa para impulsionar a estratégia de organizações sociais, sob um olhar humanizado, que cria espaço para que equipe e públicos se fortaleçam, energizem e inspirem.

Para baixar esse case na íntegra, clique aqui.

Ana Vitória Alkmim (Foto: Reprodução/LinkedIn)

* Ana Vitória Alkmim é professora convidada e pesquisadora da Fundação Dom Cabral para Estratégia, Sustentabilidade e Inovação Social; e doutoranda em Ecologia Humana pela Universidade Nova de Lisboa.




Os assuntos mais relevantes diretamente no seu e-mail

Inscreva-se na nossa newsletter