• A tecnologia, especialmente a ciência de dados, é fundamental para gerenciar conflitos geracionais em ambientes de trabalho multigeracionais, como centros de serviços compartilhados (CSCs).
  • A coleta e análise de dados permitem identificar problemas, entender perfis individuais e coletivos, automatizar tarefas repetitivas e recomendar pausas para melhorar o equilíbrio e a performance dos colaboradores.
  • O uso de assistentes virtuais e motores de recomendação personaliza a gestão de pessoas, aumentando a saúde, o bem-estar e a sustentabilidade organizacional em empresas com equipes geracionalmente diversas.
Resumo supervisionado por jornalista.

Quatro gerações habitam o mesmo espaço de trabalho hoje. Enquanto os nascidos entre meados da década de 1940 e 1960 (Baby Boomers) e a geração X (de 1965 ao início dos anos 1980) ocupam a maior parte dos cargos de liderança, as gerações Y e Z representam a maior força de trabalho. As pessoas da geração Y são as que nasceram entre os anos 1980 e 1990 e as da geração Z foram as primeiras a nascer na era digital, no fim da década de 1990. O desafio das organizações, agora, é lidar com o relacionamento entre essas gerações tão diferentes. Para complicar um pouco mais, já é preciso ficar de olho nos Alphas, que são as crianças nascidas a partir de 2010. 

Para Eduarda Espíndola, especialista em Ciência de Dados, a tecnologia é a solução. Líder de Data Science da Fhinck, startup de inteligência operacional, ela aponta que a coleta de dados em centros de serviços compartilhados (CSCs) das empresas geram insights para os gestores nesse sentido. Segundo ela, esse tipo de espaço de trabalho necessita de uma gestão que compreenda os anseios de funcionários de diferentes gerações, tendo como objetivo lidar diariamente com perfis diversos, sobrecargas e pressões, para resolver problemas no menor tempo possível.

Diante desses desafios, ao incorporar a coleta, análise e uso de dados na rotina das operações dentro dos CSCs, os líderes conseguem ter uma visão mais completa do seu time, sendo possível eliminar alguns vieses – entre eles geracionais – e, assim, facilitar o processo de gestão de pessoas, por exemplo.

Ciência de dados contra conflitos geracionais

Eduarda aponta quatro benefícios da análise de dados em gestão: as indicações sobre os principais e potenciais problemas dentro das equipes; o entendimento dos perfis de colaboradores, no nível individual e coletivo; o uso de motores de automação que ajudam a aliviar a sobrecarga de tarefas repetitivas; e a presença de motores de recomendação, que identificam momentos nos quais o funcionário precisa de pausas para descansar e balancear jornadas.

“Essas são só algumas das referências sobre como os dados podem dar agilidade e confiabilidade na gestão de pessoas em um mundo que muda tão rápido”, diz ela. “Mas as opções são muitas e os ganhos são para ambos os lados”, salienta. 

Eduarda lembra que já existem assistentes virtuais para apoiar o time que trabalha de outros estados do País, conversando com o usuário diretamente pelo seu dispositivo, sem precisar competir com e-mails e chats. Por essas soluções, é possível trazer recomendações e insights personalizados para aumentar a performance profissional, sem deixar de lado a saúde e bem-estar do colaborador, além de medir o tempo de tela e sugerir pausas durante o dia.

“Por fim, as pessoas sempre serão o foco central e a tecnologia é o caminho do futuro para ajudar os negócios a se comunicarem, entregando valor às novas e também às longevas gerações, ao mesmo tempo que provoca a tão sonhada sustentabilidade das empresas”, finaliza.

Dúvidas mais comuns

Atualmente, quatro gerações convivem no ambiente de trabalho: Baby Boomers (nascidos entre meados da década de 1940 e 1960), geração X (de 1965 ao início dos anos 1980), geração Y (anos 1980 e 1990) e geração Z (final da década de 1990). Além disso, já é preciso observar a geração Alpha, nascida a partir de 2010.

O principal desafio das empresas é gerenciar o relacionamento entre gerações tão diferentes, que possuem valores, expectativas e formas de trabalhar distintas, para garantir um ambiente produtivo e harmonioso.

A tecnologia, especialmente a ciência de dados, pode ajudar ao coletar e analisar informações sobre o comportamento e necessidades dos colaboradores, gerando insights que facilitam a gestão de pessoas e a resolução de conflitos entre diferentes gerações.

A análise de dados oferece benefícios como identificar problemas potenciais nas equipes, entender perfis individuais e coletivos dos colaboradores, automatizar tarefas repetitivas para reduzir sobrecarga e recomendar pausas para melhorar o equilíbrio entre trabalho e descanso.

Centros de serviços compartilhados (CSCs) são ambientes corporativos que reúnem diferentes funções e equipes. Neles, a gestão baseada em dados ajuda a compreender os anseios de funcionários de várias gerações, facilitando a resolução rápida de problemas e a melhoria do ambiente de trabalho.

Assistentes virtuais apoiam equipes que trabalham remotamente, oferecendo recomendações personalizadas, monitorando o tempo de tela e sugerindo pausas, o que ajuda a aumentar a performance profissional e preservar a saúde e o bem-estar dos colaboradores.

A tecnologia é vista como o caminho do futuro porque permite uma comunicação mais eficiente, entrega valor tanto para as gerações mais novas quanto para as mais experientes, e promove a sustentabilidade das empresas ao facilitar a adaptação a mudanças rápidas no ambiente de trabalho.