• O setor público pode adotar inovação aberta para fomentar o empreendedorismo inovador e gerar soluções escaláveis para desafios como transparência e governo digital.
  • A inovação aberta no setor público envolve parcerias colaborativas, além do desenvolvimento próprio e aquisição de tecnologias de grandes empresas.
  • O ecossistema de inovação pública deve equilibrar estímulos a diversos atores, incluindo govtechs, para fortalecer gestão, tecnologia e demanda qualificada.
Resumo supervisionado por jornalista.

O empreendedorismo inovador tem o potencial de gerar emprego e renda e apresentar soluções escaláveis para auxiliar no enfrentamento desses e de outros temas relevantes para o país, como transparência e governança no setor público e governo digital. Essa é a avaliação da economista Heloisa Menezes, professora convidada do Núcleo de Inovação e Empreendedorismo da Fundação Dom Cabral (FDC). 

O ponto de vista de Heloisa foi defendido no artigo O empreendedorismo inovador e a geração de valor público no enfrentamento de problemas nacionais, que faz parte do livro Caminhos da Inovação no Setor Público, recém lançado pelo laboratório de inovação (GNova) da Escola Nacional de Administração Pública (Enap).

Segundo a especialista, as estratégias e políticas públicas voltadas a fomentar o ecossistema de inovação também podem ser realizadas via inovação aberta. “Os avanços no governo digital podem se dar via “inovação fechada” (com desenvolvimento próprio de soluções, utilizando as suas próprias empresas de tecnologia), via aquisição de soluções e tecnologias de grandes empresas de tecnologia ou via inovação aberta, buscando parceiros de desenvolvimento colaborativo de soluções”, destaca no artigo. 

Ecossistema para a inovação aberta no setor público

De acordo com Heloisa, o empreendedorismo inovador “precisa ter um ecossistema em equilíbrio, no qual haja estímulos a todos (e não só às startups), além da demanda qualificada pelas soluções desenvolvidas (em especial no caso das govtechs), fomento ao desenvolvimento das empresas e das suas capacidades de gestão e de realizar tecnologia e inovações, entre outros fatores”. 

Além de professora convidada da FDC, Heloisa é executiva da TRON MG Ensino de Robótica Educativa, Heloisa tem uma experiência pública como ex-secretária de Desenvolvimento da Produção do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. Ela também foi diretora da Confederação Nacional da Indústria e do Sebrae. 

Dúvidas mais comuns

Inovação aberta é um conceito que considera a inovação não apenas como resultado da tecnologia, mas como um processo de geração de ideias, troca de conhecimento e desenvolvimento de soluções por meio da colaboração e construção coletiva entre diferentes parceiros.

O setor público pode adotar a inovação aberta buscando parceiros para o desenvolvimento colaborativo de soluções, além de utilizar estratégias como inovação fechada e aquisição de tecnologias. Essa abordagem permite que o governo digital avance com soluções mais eficazes e integradas.

A inovação aberta no setor público pode gerar emprego e renda, além de apresentar soluções escaláveis para desafios como transparência, governança e digitalização dos serviços públicos, promovendo um ecossistema equilibrado que estimula startups, govtechs e outras empresas inovadoras.

É necessário um ecossistema equilibrado que ofereça estímulos para todos os atores, não apenas startups, uma demanda qualificada pelas soluções desenvolvidas, fomento ao desenvolvimento das empresas e suas capacidades de gestão, tecnologia e inovação.

Os tipos comuns de inovação incluem inovação de produto/serviço (lançamento de algo novo ou melhorado), inovação de processo (melhorias na produção ou entrega), inovação de marketing (novas estratégias de mercado) e inovação organizacional (mudanças na gestão e estrutura).

A inovação aberta envolve colaboração com parceiros externos, como outras empresas, universidades e clientes, enquanto a inovação fechada depende do desenvolvimento interno de soluções pelas próprias equipes ou empresas do governo, sem colaboração externa.

O empreendedorismo inovador tem o potencial de gerar valor público ao enfrentar problemas nacionais, promovendo soluções escaláveis que contribuem para o desenvolvimento econômico, transparência e eficiência dos serviços públicos.