• Profissionais seniores estão migrando de empresas tradicionais para startups em busca de evolução na carreira, apesar da menor segurança no emprego.
  • Pesquisa da Robert Walters revela que 47% dos profissionais valorizam a inovação e 34% buscam trabalhos mais interessantes em startups.
  • Essa tendência indica uma mudança no mercado de trabalho, com startups ganhando talentos em tecnologia, marketing, RH, jurídico e financeiro.
Resumo supervisionado por jornalista.

Os especialistas da consultoria global de recrutamento Robert Walters alertam para uma “grande demissão corporativa” em 2022. Explicando: dados da pesquisa anual da empresa indicam que metade dos profissionais sêniores consideraria uma startup em seu próximo passo na carreira, descartando empresas tradicionais.

Segundo a consultoria, com uma estimativa de que 40% dos profissionais querem mudar de emprego neste ano, o alerta se intensifica. A opção pelas startups acontece pela visão de que elas teriam uma cultura bem alinhada com o que será o mundo corporativo pós-pandemia.

De acordo com o relatório Aja Como Uma Startup e Recrute os Melhores Talentos, o número de colaboradores que trabalham em startups cresceu consideravelmente nos últimos 12 meses, com expectativa de maior incremento à medida que profissionais de tecnologia, marketing, RH, jurídico e financeiro estão em alta nas empresas de crescimento acelerado.

“Após qualquer período de mudança econômica, normalmente vemos uma onda de atividade empreendedora ou de startup. Portanto, não me surpreende ouvir sobre o sucesso desses negócios”, explica Richard Townsend, diretor da Robert Walters Brasil.

Startups dão autonomia, inovação e relevância

Ele destaca que empresas relativamente novas, com cerca de dez pessoas, estão conseguindo atrair alguns dos principais talentos de empresas tradicionais que oferecem níveis muito mais altos de segurança no emprego.

A atração pode ser explicada por alguns fatores, entre eles a capacidade de ser inovador (indicada por 47% dos entrevistados pela consultoria), seguida pela possibilidade de realizar trabalhos interessantes (34%). O fato de estar exposto a uma gestão aberta e eficaz (30%) e os altos níveis de autonomia (apontados por 28%) também aparecem no radar.

“A pandemia e os longos períodos de trabalho em isolamento levaram muitos de nós a reavaliar como temos vivido e trabalhado. E com isso veio um impulso das pessoas para serem mais orientadas por propósitos e fazerem algo que agregue mais sentido para sua vida”, argumenta Townsend.

Dúvidas mais comuns

Metade dos profissionais sêniores considera uma startup para o próximo passo na carreira devido à cultura alinhada com o mundo corporativo pós-pandemia, maior autonomia, inovação e relevância no trabalho, mesmo que as startups ofereçam menos segurança no emprego comparado a empresas tradicionais.

Os principais fatores que atraem talentos para startups incluem a capacidade de inovar (47%), a possibilidade de realizar trabalhos interessantes (34%), uma gestão aberta e eficaz (30%) e altos níveis de autonomia (28%).

A pandemia levou muitos profissionais a reavaliarem suas prioridades, buscando trabalhos mais orientados por propósitos e que agreguem mais sentido à vida, o que impulsiona a migração para startups que oferecem maior relevância e autonomia.

Profissionais das áreas de tecnologia, marketing, recursos humanos, jurídico e financeiro estão em alta nas startups, refletindo a expansão e a necessidade de talentos especializados para sustentar o crescimento acelerado dessas empresas.

O desenvolvimento de uma startup geralmente passa por quatro fases principais: Ideação (conceito e validação inicial), Operação/Validação (construção do MVP e busca pelo product-market fit), Tração (crescimento de clientes e receita) e Escala (expansão rápida do negócio). Cada fase exige estratégias e investimentos específicos para garantir sustentabilidade e crescimento.

Os cargos típicos em uma startup incluem CEO (Chief Executive Officer), responsável pela visão e estratégia global; CTO (Chief Technology Officer), líder da equipe de tecnologia; CFO (Chief Financial Officer), responsável pelas finanças; e COO (Chief Operating Officer), que gerencia operações diárias.

Startups são frequentemente categorizadas por modelo de negócio (B2B, B2C, B2B2C), setor (Fintech, Edtech, Healthtech) ou propósito/crescimento (Scalable, Small Business, Buyable, Lifestyle, Social). Exemplos incluem fintechs que oferecem serviços financeiros e startups sociais focadas em impacto ambiental ou social.