• O artigo defende que a carne vegetal é a melhor alternativa para reduzir emissões de gases de efeito estufa e deve receber mais investimentos para o futuro ambiental.
  • Segundo o relatório do Boston Consulting Group, cada euro investido em proteínas alternativas tem impacto três vezes maior na redução de emissões do que investimentos em eficiência energética de edifícios.
  • O crescimento dos investimentos em proteínas alternativas pode aumentar sua participação no mercado para até 22% até 2035, ampliando significativamente a contribuição para a descarbonização global.
Resumo supervisionado por jornalista.

As “carnes vegetais” são o melhor investimento para o futuro do clima, defende artigo do professor associado da Fundação Dom Cabral, Ricardo Azambuja. O texto foi publicado no prestigiado jornal francês Liberátion e produzido em colaboração com outros dois especialistas: Tom Bry-Chevalier e Nicolas Salliou. O material foi publicado na edição de 22 de julho deste ano e os autores defendem que a carne cultivada, como também é conhecida, seria uma alternativa eficaz para reduzir as emissões de gases de efeito estufa (GEE), e por isso deveria receber mais financiamento para produção. 

Os articulistas citam o relatório recente do Boston Consulting Group (BCG) sobre o tema, que traz várias informações importantes, inclusive que cada euro investido nestes produtos teria três vezes mais impacto do que se fosse colocado na melhoria energética de edifícios, por exemplo. Esse investimento também representaria onze vezes mais do que na fabricação de carros elétricos.

Carne vegetal pode ser mais popular nos próximos anos

Sobre o cenário atual, é pontuado que os investimentos em proteínas alternativas, o que inclui a carne cultivada, já está crescendo e teria saltado de US$ 1 bilhão, em 2019, para US$ 5 bilhões em 2021, segundo o BCG. 

Por outro lado, apesar de ainda serem subfinanciadas, essas alternativas representam apenas 2% dos produtos de carnes, ovos e lácteos vendidos. A boa notícia é que essa participação pode aumentar para 11% até 2035, levando em consideração as tendências atuais de crescimento.

Com esse volume, as proteínas alternativas reduziriam as emissões de gases de efeito estufa a uma quantidade equivalente à atual pegada global da aviação, compararam os articulistas. Com mais investimentos, contudo, a participação das proteínas alternativas pode dobrar nesse período, chegando a 22% e ampliando ainda mais a contribuição na descarbonização global.

carne vegetal

“As alternativas mais clássicas, à base de cereais, ervilhas, feijão ou soja, devem continuar crescendo cerca de 10% ao ano, mas novos produtos promissores, ainda em desenvolvimento, devem entrar no mercado também”, afirma o Pesquisador da Fundação Dom Cabral.

Dúvidas mais comuns

Carne vegetal é uma preparação feita a partir de ingredientes de origem vegetal que busca reproduzir ou se assemelhar, em textura e sabor, à carne animal, servindo como uma alternativa para substituir a carne tradicional em diversos pratos.

Os principais ingredientes usados nas carnes vegetais incluem ervilha, arroz e lentilha, que são a base para produtos que imitam carnes como boi, peixe, porco e frango.

Sim, a carne vegetal é considerada uma opção saudável, pois possui baixo teor de gorduras saturadas, é rica em proteínas de alta qualidade e fibras, além de ser livre de colesterol, o que ajuda a manter a saúde cardíaca e digestiva em dia.

A carne vegetal é vista como um investimento importante para o futuro ambiental porque pode reduzir significativamente as emissões de gases de efeito estufa. Segundo especialistas, cada euro investido em proteínas alternativas tem um impacto ambiental três vezes maior do que investimentos em melhorias energéticas de edifícios e onze vezes maior do que na fabricação de carros elétricos.

O mercado de proteínas alternativas está crescendo rapidamente, com investimentos que saltaram de US$ 1 bilhão em 2019 para US$ 5 bilhões em 2021. Atualmente, essas alternativas representam apenas 2% dos produtos de carnes, ovos e lácteos vendidos, mas podem chegar a 11% até 2035, e com mais investimentos, essa participação pode dobrar para 22%, ampliando sua contribuição para a descarbonização global.

Além das alternativas clássicas feitas à base de cereais, ervilhas, feijão ou soja, que devem crescer cerca de 10% ao ano, novos produtos promissores ainda em desenvolvimento devem entrar no mercado, ampliando as opções e potencializando o impacto ambiental positivo dessas proteínas alternativas.