• Pesquisadores da Fundação Dom Cabral afirmam que a inteligência artificial não substituirá lideranças, pois a tomada de decisão humana exige capacidade interpretativa e crítica.
  • A gestão eficaz da IA depende do entendimento humano das ferramentas, suas limitações e do contexto local, já que apenas a mente humana analisa cenários complexos e variáveis.
  • No setor empresarial, o uso estratégico da IA transforma demandas de tarefas, mas exige que líderes promovam habilidades analíticas para aplicar a tecnologia sem perder vantagem competitiva.
Resumo supervisionado por jornalista.

A evolução da inteligência artificial irá mudar as demandas de tarefas para outras áreas, mas nunca vai substituir a capacidade interpretativa e crítica para a tomada de decisão humana, explicam os pesquisadores Fabian Salum, Paulo Vicente e Karina Coleta, da Fundação Dom Cabral (FDC). Eles defendem, porém, o uso estratégico da IA em artigo do MIT Sloan Management Review Brasil. 

Para o trio de autores, a IA não irá substituir as lideranças humanas, gestores e executivos nas organizações. O caminho é outro: os executivos e as lideranças devem incentivar e promover a capacidade interpretativa e crítica para a tomada de decisão, além de compreender o potencial das ferramentas e suas aplicações, na avaliação deles. 

Lideranças gerenciam a IA

“Apenas a mente humana é capaz de levantar uma série de cenários, probabilidades, correlações, tendências e aspectos empíricos locais de forma analítica”, argumentam. Para eles, esse é um dos motivos que justifica a necessidade de haver pessoas que ajudem a gerenciar os sistemas mais complexos, uma vez que os dados aumentam e mudam diariamente.

“Caso contrário, o maior risco não será a substituição das pessoas pela inteligência artificial e, sim, elas não saberem como aplicar as ferramentas de inteligência”, resumem.

O uso estratégico da IA envolve o entendimento de que as empresas são altamente influenciadas por soluções tecnológicas, apps e programas para gerir seus negócios. E também que a evolução da inteligência artificial irá mudar a demanda de tarefas para outras áreas distintas. 

Da mesma forma, é importante considerar que nem tudo é vantagem competitiva quando se fala de inteligência artificial, uma vez que as evoluções deste campo de pesquisa são muito rápidas.

Dúvidas mais comuns

Não, a inteligência artificial não pode substituir as lideranças humanas, gestores e executivos nas organizações. A capacidade interpretativa e crítica para a tomada de decisão é exclusiva da mente humana, que consegue analisar cenários, probabilidades e aspectos locais de forma analítica.

A inteligência artificial deve ser usada estrategicamente para fornecer insights e apoiar a tomada de decisão dos líderes. Ela permite que os líderes avaliem o desempenho da equipe em tempo real e ajustem estratégias com base em dados concretos, mas sempre sob a gestão e interpretação humanas.

É fundamental que as lideranças compreendam o potencial e as limitações das ferramentas de IA para aplicá-las corretamente. O maior risco não é a substituição das pessoas pela IA, mas sim a incapacidade de usar essas ferramentas de forma eficaz, o que pode comprometer a competitividade da empresa.

A evolução da inteligência artificial muda a demanda de tarefas para diferentes áreas, automatizando processos repetitivos e liberando as pessoas para funções que exigem criatividade, análise crítica e tomada de decisão estratégica, que são competências humanas essenciais.

Os principais tipos de inteligência artificial são: Máquinas Reativas (sem memória), Memória Limitada (usa dados passados), Teoria da Mente (entende estados mentais humanos) e Autoconsciente (consciência de si, ainda hipotética). Outra classificação inclui IA Limitada (ANI), IA Geral (AGI) e Superinteligência (ASI).

Para que líderes gerem valor com IA, é necessário adotar uma abordagem estruturada baseada em três pilares essenciais: Pessoas, Políticas e Processos. Esses pilares ajudam a enfrentar desafios e a integrar a IA de forma eficaz nas organizações.