• A produtividade no home office aumentou de 44% em 2020 para 58% em 2021, segundo pesquisa da Fundação Dom Cabral e Grant Thornton Brasil.
  • O principal desafio do trabalho remoto é a perda de convívio social, seguida por maior carga de trabalho e piora no comportamento, afetando o equilíbrio mental dos profissionais.
  • O aumento da produtividade no home office exige ajustes organizacionais para evitar esgotamento, equilibrar demandas pessoais e profissionais e melhorar gestão de tempo e espaço.
Resumo supervisionado por jornalista.

Muita coisa mudou desde o início da pandemia de Covid-19, inclusive o home office. A produtividade para quem adotou o modelo de trabalho, por exemplo, saltou de 44%, em 2020, para 58% neste ano. Esta é uma das conclusões da pesquisa da Fundação Dom Cabral em parceria com a Grant Thornton Brasil. Intitulado Novas Formas de Trabalhar: as adequações ao home office em tempos de crise, o levantamento foi destaque da revista especializada Infomoney em maio deste ano.

A pesquisa feita com pouco mais de 1 mil profissionais mostra que a continuidade do chamado trabalho remoto ainda tem desafios a serem superados. Para 20,6% dos profissionais ouvidos, o maior deles é a perda de convívio social, seguida de maior carga de trabalho no modelo remoto (15,5%) e piora de comportamento por ausência de convívio (13,5%). Detalhe: esse contraponto acontece apesar de 58% dos entrevistados indicarem que se sentem mais produtivos atualmente.

Para Fabian Salum, professor da FDC, a segunda edição do levantamento concretizou alguns receios já apontados na primeira pesquisa, inclusive os efeitos que o aumento de produtividade causa no equilíbrio e bem-estar dos profissionais em regime de trabalho remoto. De acordo com ele, “os comentários dos respondentes apontam para um esgotamento mental, que envolve tanto a situação crítica da própria pandemia, quanto os desafios mencionados anteriormente. Por isso, não podemos nos deixar seduzir pela alta produtividade. Fazem-se necessários ajustes nos três níveis: organização, equipes e indivíduos”, argumenta na reportagem citada.

Gestão de tempo e de espaço

Os dados da FDC confirmam a avaliação do pesquisador: em 2021, quase um terço dos entrevistados avalia que o equilíbrio entre demandas pessoais e profissionais é um desafio no trabalho remoto. No ano passado, 16,3% tinham essa percepção. Há outros sinais importantes que devem ser endereçados, incluindo o “maior volume de horas trabalhadas”, apontado por 24% dos entrevistados, e “dificuldade de relacionamento” e “dificuldade de comunicação”, ambas com 16%. Para 14% dos respondentes, o “equilíbrio com demandas pessoais” é também uma das questões presentes no home office.

Para Salum, o estudo mostra que é necessário observar como os profissionais vão equilibrar as demandas pessoais e as profissionais em home office, principalmente o excesso de trabalho. A longo prazo, segundo ele, esse fator pode causar uma perda de propósito e sentido para o colaborador. O pesquisador lembra ainda que a gestão de tempo e de espaço devem ser negociadas e aprendidas. 

Dúvidas mais comuns

Home office é o modelo de trabalho realizado de casa ou de qualquer lugar, utilizando a internet e ferramentas digitais, sem a necessidade de ir ao escritório físico. Esse formato foca em metas e entregas, proporcionando flexibilidade de horários, redução do tempo de deslocamento e melhor conciliação entre vida pessoal e profissional, embora exija disciplina e organização para evitar distrações.

Durante a pandemia, a produtividade no home office aumentou de 44% em 2020 para 58% em 2021, segundo pesquisa da Fundação Dom Cabral. No entanto, desafios como a perda do convívio social, maior carga de trabalho e dificuldades de comunicação também foram apontados, evidenciando a necessidade de ajustes na gestão do tempo, espaço e equilíbrio entre demandas pessoais e profissionais.

Os principais desafios do trabalho remoto incluem a perda do convívio social, maior carga de trabalho, piora no comportamento devido à ausência de interação presencial, dificuldade de comunicação e relacionamento, além do equilíbrio entre demandas pessoais e profissionais. Esses fatores podem levar ao esgotamento mental e afetar o bem-estar dos profissionais.

Para equilibrar as demandas pessoais e profissionais no home office, é fundamental negociar e aprender a gerir o tempo e o espaço de trabalho. Estabelecer horários definidos, criar um ambiente dedicado ao trabalho e fazer pausas regulares ajudam a evitar o excesso de trabalho e o esgotamento, preservando o propósito e o sentido do colaborador.

Profissões comuns em home office incluem áreas como Tecnologia (desenvolvedor, analista de dados), Marketing Digital (social media, gestor de tráfego), Design (gráfico, UX, videomaker), Educação (professor online, tutor), Vendas (atendimento ao cliente, vendedor online) e Serviços Administrativos/Financeiros (assistente virtual, contador).

Para conseguir trabalho em home office, é importante buscar vagas em plataformas confiáveis como LinkedIn, Gupy, Infojobs, Vagas.com, Remotar e sites de freelancers como 99Freelas e Upwork. Manter o perfil profissional atualizado, preparar uma boa candidatura e tomar cuidado com golpes são passos essenciais para obter sucesso no trabalho remoto.

As vantagens do home office incluem economia de tempo e dinheiro com deslocamento, maior flexibilidade e autonomia na organização da rotina, além de um melhor equilíbrio entre vida pessoal e profissional. Esse modelo permite que o profissional trabalhe focado em metas e entregas, adaptando o horário conforme suas necessidades.