• O e-commerce no Brasil cresceu 31% no primeiro semestre de 2021, totalizando 100 milhões de pedidos e R$ 53 bilhões em vendas, evidenciando expansão acelerada do setor.
  • A principal dificuldade dos profissionais de e-commerce é a integração com marketing e comercial, citada por 36%, seguida pelo uso efetivo dos dados gerados.
  • O avanço da maturidade digital nas indústrias de bens de consumo reflete-se em equipes que buscam automação, omnicanalidade e inteligência de negócios para fortalecer o canal online.
Resumo supervisionado por jornalista.

O e-commerce está vivendo um momento especial no Brasil e as empresas podem tirar o melhor desse cenário. No primeiro semestre de 2021 foram realizados 100 milhões de pedidos online, o que se traduziu em vendas de 53 bilhões de reais. Os números representam um aumento de 31% em relação ao mesmo período de 2020 e aceleraram as decisões de muitas companhias. “As grandes indústrias de bens de consumo tiveram que se adaptar e se reinventar para atender um consumidor cada vez mais omnichannel e exigente”, destaca o e-book Principais desafios dos profissionais de e-commerce das indústrias de bens de consumo, publicado pela Lett. 

O material foi baseado numa pesquisa com 67 profissionais das maiores indústrias de bens de consumo do país. Desse total, 83,6% responderam a um questionário online e 16,4% participaram por meio de entrevistas online. Os dados foram coletados no primeiro semestre de 2021. Pouco mais da metade (52,2%) dos entrevistados tem ensino superior completo e 38,8% concluiu uma pós-graduação. Os 9% restantes têm curso superior incompleto. As três maiores áreas de formação são administração (34,3%), propaganda e publicidade (16,4%) e marketing (11,9%). Um terço dos profissionais ouvidos atuam como gerente de e-commerce. As outras três ocupações mais citadas são: analista ou especialista de marketing, executivo de vendas ou vendedor e coordenador ou supervisor de e-commerce.

E-commerce no Brasil carece integração e gestão de dados

De acordo com a pesquisa, o maior desafio dos profissionais de e-commerce é a integração com outras áreas da empresa. Essa questão foi citada por 29% dos entrevistados, mas quando se trata especificamente da integração entre e-commerce com as áreas de marketing e comercial, a importância é ainda maior: para 36% dos profissionais esse é o principal desafio.

O segundo maior tópico de preocupação é trabalhar efetivamente os dados gerados. Em nível de diretoria e gerência, esse assunto sobe para o topo dos desafios, seguido pela preocupação em mostrar o valor do e-commerce como canal para o resto da empresa. 

O levantamento indicou que as equipes de e-commerce estão próximas dos times de marketing, apesar do desafio da integração. Segundo as respostas da pesquisa, 65,6% dos profissionais se consideram próximos ou muito próximos de seus pares de marketing. Apenas 3% classificam-se como muito distantes e 16,4% classificam-se como neutros. As estruturas internas de comércio eletrônico também estão refletindo a maturidade da indústria em relação ao assunto: para 38,9% dos profissionais consideram que o nível de maturidade da estrutura interna estaria entre Expert ou Avançado. Infelizmente, 34,3% não sabem em que nível estão no e-commerce e apenas 10% classifica-se como iniciante. 

Para ficar mais claro: aqueles que se posicionaram no nível Avançado da jornada digital são os profissionais cujas equipes lidam com desafios relacionados a ter uma visão automatizada do sell-out e a trabalhar iniciativas de omnicanalidade, além de comprovar a importância do e-commerce para a liderança. Os posicionados no nível Expert estão em equipes de e-commerce com desafios relacionados à Business Inteligence, logística para ganho de escala e experiência de compra personalizada.

Dúvidas mais comuns

E-commerce no Brasil refere-se às transações comerciais realizadas pela internet, utilizando computadores, celulares, tablets e outros dispositivos móveis. Esse modelo de comércio oferece inúmeras vantagens tanto para lojistas quanto para consumidores, facilitando a compra e venda de produtos e serviços online.

Os maiores desafios incluem a integração do e-commerce com outras áreas da empresa, especialmente marketing e comercial, e a gestão eficaz dos dados gerados. Além disso, há a necessidade de comprovar o valor do e-commerce como canal para a liderança da empresa.

Segundo a pesquisa, 38,9% dos profissionais consideram que suas equipes estão em níveis Avançado ou Expert, lidando com desafios como visão automatizada do sell-out, omnicanalidade, Business Intelligence, logística para escala e experiência personalizada de compra. Porém, 34,3% não sabem o nível de maturidade e 10% se consideram iniciantes.

Os sete tipos principais de e-commerce são: B2C (Empresa para Consumidor), B2B (Empresa para Empresa), C2C (Consumidor para Consumidor), C2B (Consumidor para Empresa), D2C (Direto ao Consumidor), Social Commerce (vendas em redes sociais) e M-Commerce (comércio via dispositivos móveis). Cada tipo representa diferentes relações comerciais e modelos de venda.

Entre os maiores e-commerces do Brasil estão Mercado Livre, Shopee, Amazon Brasil, Magazine Luiza (Magalu), AliExpress, iFood, Casas Bahia e Netshoes. Essas plataformas dominam o mercado e oferecem uma ampla variedade de produtos e serviços online.

Um terço dos profissionais atuam como gerentes de e-commerce, com outros cargos comuns sendo analistas ou especialistas de marketing, executivos de vendas ou vendedores, e coordenadores ou supervisores de e-commerce. A maioria possui formação superior, principalmente em administração, propaganda e marketing.