• A geração de energia solar no Brasil superou, pela primeira vez, a capacidade de produção da Usina Hidrelétrica de Itaipu, atingindo mais de 14 GW em março de 2022.
  • A soma da geração por grandes usinas solares e sistemas próprios em residências e empresas ultrapassa também a potência instalada de termelétricas a combustíveis fósseis.
  • O avanço da energia solar no Brasil impulsiona investimentos acima de R$ 74,6 bilhões e cria mais de 420 mil empregos, além de reduzir emissões de CO2 em mais de 18 milhões de toneladas.
Resumo supervisionado por jornalista.

A geração solar é a quinta maior fonte de energia no Brasil e o ano de 2022 deve ficar na história para esse setor por várias razões. A primeira delas é que o país ultrapassou a marca de 14 GW de potência em março. Essa capacidade é a soma das grandes usinas, também chamadas de fazendas solares, com a geração própria em telhados de empresas e residências. Segundo mapeamento da Absolar, entidade que reúne o ecossistema do setor, a soma desses dois universos criou um ecossistema de geração solar que supera, em capacidade, a geração da Usina Hidrelétrica de Itaipu, uma das maiores do país.

As fazendas solares são empreendimentos de grande porte, geralmente tocados por grupos de empresas, principalmente do setor energético. Já a geração própria é pulverizada e depende de retornos visíveis sobre investimentos de baixo porte, além de eficiência e garantia de fornecimento. 

Geração de energia solar ultrapassa a de termelétricas

Quando somadas as capacidades das grandes usinas e da geração própria, a geração solar também ultrapassa a potência instalada de termelétricas movidas a petróleo e outros combustíveis fósseis. O setor tem ainda um novo marco legal regulatório para a geração distribuída, publicado em janeiro deste ano, e que deve impactar nas ações futuras de atividades. 

A movimentação no segmento também pode ser comprovada por quem fornece os equipamentos de geração de energia solar. É o caso da Aldo Solar, empresa que diz deter 26% de participação de mercado e entrega um gerador de energia solar a cada 2 minutos. Os dados são da própria empresa, que indica ainda ter atingido a marca de 230 mil geradores solares no Brasil (30 mil deles somente nos primeiros três meses do ano). 

Juntos, os 230 mil geradores representam uma potência de geração distribuída de 2,2 GW de energia. E mais: essa capacidade evitou que mais de 18 milhões de toneladas de CO2 fossem lançadas na atmosfera.

As informações da agência reguladora do setor de energia (Aneel) indicam que o Brasil teria ainda 404.733 geradores ligados na rede (dados de dezembro de 2021). Já os novos investimentos na área ultrapassariam 74,6 bilhões de reais, entre grandes usinas e sistemas de geração de energia, gerando mais de 420 mil empregos acumulados desde 2012.

Dúvidas mais comuns

A energia solar é uma forma de energia renovável obtida diretamente do sol, que aproveita a radiação solar ou o calor para gerar eletricidade. É uma alternativa limpa e sustentável às fontes convencionais que emitem poluentes atmosféricos.

Em 2022, o Brasil ultrapassou a marca de 14 GW de potência em energia solar, somando a capacidade das grandes usinas e da geração própria em telhados de empresas e residências.

Pela primeira vez, a geração de energia solar no Brasil superou a capacidade de produção da Usina Hidrelétrica de Itaipu, uma das maiores do país, consolidando a energia solar como uma das principais fontes de energia.

Existem as grandes usinas solares, também chamadas de fazendas solares, que são empreendimentos de grande porte geralmente tocados por grupos empresariais, e a geração própria, que é pulverizada e ocorre em telhados de residências e empresas, dependendo de investimentos menores e eficiência garantida.

Os 230 mil geradores solares instalados no Brasil representam uma potência de 2,2 GW e evitaram a emissão de mais de 18 milhões de toneladas de CO2 na atmosfera, contribuindo significativamente para a redução da poluição ambiental.

Os investimentos em energia solar no Brasil ultrapassam 74,6 bilhões de reais, entre grandes usinas e sistemas de geração distribuída, gerando mais de 420 mil empregos acumulados desde 2012.

O novo marco legal regulatório para a geração distribuída, publicado em janeiro de 2022, deve incentivar o crescimento do setor, facilitando a adoção de sistemas solares em residências e empresas e promovendo maior eficiência e segurança no fornecimento.