O Brasil perdeu cinco posições e está em 57º lugar no ranking de competitividade digital de 2023, divulgado pelo IMD World Competitiveness Center em parceria com o Núcleo de Inovação e Empreendedorismo da Fundação Dom Cabral (FDC). O país ocupava a 52ª posição no ano passado. O ranking avalia a capacidade das economias mundiais em explorar novas tecnologias digitais, impactando a produtividade econômica, o crescimento dos países e organizações.
O ranking de competitividade digital reforça a importância de um maior envolvimento da esfera pública e privada na agenda de construção de uma nação digital, pela complexidade e necessidade de atuação em cooperação para superação de desafios.

Os destaques globais foram os Estados Unidos, que retornaram à liderança do ranking, seguidos de Holanda, Singapura, Dinamarca e Suíça. As últimas posições foram ocupadas por Botswana, Argentina, Colômbia, Mongólia e Venezuela.
Visão geral do Ranking de Competitividade Digital
| Posição | País | Posição por fator | ||
| Tecnologia | Conhecimento | Prontidão para o futuro | ||
| 1º | Estados Unidos | 6º | 2º | 2º |
| 2º | Holanda | 5º | 7º | 4º |
| 3º | Singapura | 1º | 3º | 10º |
| 4º | Dinamarca | 7º | 9º | 3º |
| 5º | Suíça | 10º | 1º | 6º |
| 6º | Coreia do Sul | 12º | 10º | 1º |
| 7º | Suécia | 11º | 5º | 8º |
| 8º | Finlândia | 9º | 11º | 5º |
| 9º | Taiwan, China | 3º | 18º | 7º |
| 10º | Hong Kong | 2º | 6º | 17º |
| 54º | México | 58º | 50º | 54º |
| 55º | Bulgária | 56º | 53º | 58º |
| 56º | Peru | 57º | 55º | 55º |
| 57º | Brasil | 60º | 57º | 52º |
| 58º | África do Sul | 59º | 58º | 56º |
| 59º | Filipinas | 51º | 63º | 59º |
| 60º | Botswana | 52º | 52º | 63º |
| 61º | Argentina | 63º | 62º | 49º |
| 62º | Colômbia | 62º | 54º | 60º |
| 63º | Mongólia | 61º | 56º | 62º |
| 64º | Venezuela | 64º | 64º | 64º |
No Brasil, os destaques positivos foram o total de gastos públicos em educação (12º), representatividade feminina em pesquisas científicas (17º), produtividade em pesquisas de P&D (7º), robótica em educação e P&D (17º) e uso de serviços públicos online pela população (11º). O país se destacou também, ficando em 11º, no uso de serviços online que facilitam a interação do público com o governo. Segundo a pesquisa do Banco Mundial sobre maturidade digital dos governos, o Brasil se destacou pelos 140 milhões de usuários na plataforma GOV.BR, abrangendo 80% da população brasileira acima de 18 anos.
Por outro lado, a experiência internacional da força de trabalho (63º), habilidades tecnológicas (62º) e estratégias de gestão das cidades para apoiar o desenvolvimento de negócios (61º) estão entre os piores resultados do país.
O relatório traz uma análise completa de um time de especialistas da FDC que elenca quais são os desafios atuais do Brasil, as recomendações para melhorar sua competitividade digital e como podemos seguir modelos de outros países para esse desenvolvimento. A melhoria da competitividade digital do país é essencial para que ele possa aproveitar as oportunidades do século 21 e se tornar uma economia mais próspera e inclusiva.
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Dúvidas mais comuns
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Competitividade digital refere-se à capacidade das economias de explorar novas tecnologias digitais para aumentar a produtividade econômica, promover o crescimento e melhorar a eficiência das organizações e do governo.
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Em 2023, o Brasil ocupa a 57ª posição no ranking de competitividade digital, tendo caído cinco posições em relação ao ano anterior, quando estava em 52º lugar.
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O ranking avalia três fatores principais: tecnologia, conhecimento e prontidão para o futuro, que juntos medem a capacidade de um país em adotar e inovar com tecnologias digitais.
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O Brasil se destaca em gastos públicos em educação, representatividade feminina em pesquisas científicas, produtividade em pesquisas de P&D, uso de robótica em educação e P&D, e no uso de serviços públicos online pela população.
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Os principais desafios incluem a experiência internacional da força de trabalho, habilidades tecnológicas insuficientes e estratégias de gestão das cidades para apoiar o desenvolvimento de negócios, que estão entre os piores resultados do país.
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Melhorar a competitividade digital é essencial para que o Brasil aproveite as oportunidades do século 21, tornando-se uma economia mais próspera, inclusiva e capaz de competir globalmente com eficiência.
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Os líderes do ranking em 2023 são Estados Unidos, Holanda, Singapura, Dinamarca e Suíça, destacando-se pela alta capacidade de inovação e adoção tecnológica.