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Pedro Ivo, professor da Fundação Dom Cabral (FDC), analisa o avanço do Agentic Commerce, modelo em que a IA deixa de apenas facilitar e passa a executar as compras de forma autônoma, eliminando a fricção das tarefas cotidianas
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Na prática, o cliente define os parâmetros e os agentes realizam todo o checkout. Essa automação é ideal para o "consumo funcional" (itens básicos como leite e detergente), onde a ausência de esforço supera a experiência de escolha
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No entanto, isso evidencia uma divisão estrutural: o consumo utilitário pede eficiência, mas o social exige presença. Devido à fadiga digital, 74% dos consumidores ainda valorizam o atendimento presencial e buscam espaços sensoriais nas lojas físicas
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O desafio do varejo é a coexistência inteligente. As marcas vencedoras usarão a IA para "automatizar o tédio" e focarão seus recursos em atendimento humano, empatia e curadoria para os momentos em que o cliente desejar uma conexão real