Ética nas corporações precisa partir de valores, não de regras

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Para Mary Gentile e Zeca de Mello, que participaram do 3º Encontro do Centro de Referência em Liderança Responsável e Tendências, o treinamento ético convencional falha ao focar em dilemas teóricos, precisando migrar do "o que fazer" para o "como fazer"

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Na prática, o obstáculo é a pressão emocional e não o desconhecimento do que é certo. O método Giving Voice to Values (GVV) propõe ensaiar respostas comportamentais, criando uma "memória muscular" para o profissional defender seus valores sem congelar

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Esse cenário é agravado pela "cegueira ética", no qual a pressão por lucros e lideranças tóxicas levam pessoas comuns a aceitar ilícitos. Como reflexo, 63% das empresas no Brasil registraram fraudes em um ano. 

O antídoto é desenvolver a sensibilidade ética. As organizações devem substituir a aplicação de códigos frios por treinamentos conectados à realidade, focados em sentir o impacto humano e antecipar as consequências das decisões

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