O uso da inteligência artificial generativa (Gen AI) é bastante dinâmico e mostra uma mudança importante em 2025, segundo artigo da Harvard Business Review (HBR), escrito por Marc Zao-Sanders. O especialista atualizou um levantamento feito por ele mesmo em 2024, identificando as 100 principais aplicações de Gen AI, com base na análise de fóruns online.
No ranking dos dez maiores casos de uso, a maior mudança é a predominância de aplicações voltadas ao apoio pessoal e profissional. Essa classificação envolve os três primeiros colocados da lista e quatro das dez aplicações mais usadas.
O uso de Gen AI para suporte terapêutico e companhia é o primeiro da lista, seguido pelas IAs focadas em organização da vida pessoal (“organinzing my life”, na classificação do especialista). A busca de propósito é o terceiro tipo de aplicação mais procurada.
Importante: o segundo e o terceiro classificados estão entre os novos usos de Gen AI, outra preocupação de Zao-Sanders, ao atualizar o levantamento para 2025. Na lista geral, 38% das aplicações são inéditas, confirmando que a adoção da ferramenta é altamente dinâmica.
A busca por vida mais saudável fecha a lista de top 10 e também faz parte do uso da IA para apoio terapêutico e profissional.
Em 2025, a Gen AI passou a ter usos mais emocionais
Ao contrário de 2025, o principal uso de Gen AI em 2024 foi para a criação de ideias (primeiro lugar) e buscas específicas (terceiro). A aplicação como suporte terapêutico e companhia, no entanto, já tinha sido identificada como tendência e ocupava a segunda colocação entre as dez mais.
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A transição de temas mais técnicos para usos mais emotivos também é confirmada pelos 31% dos usos de Gen AI na classificação de apoio terapêutico e profissional entre os 100 maiores usos da IA em 2025. Esse grupo representou 17% na pesquisa de 2024.
O maior uso daquele ano, percentualmente, foi para edição e criação de conteúdo (23% de todas as aplicações). Em 2025, esse tipo de utilização respondeu por 18%.
Em seu artigo, Zao-Sanders discute ainda a sofisticação crescente dos usuários e preocupações contínuas sobre privacidade de dados e dependência da IA. Ele também enfatiza o potencial da Gen AI para apoiar o lado mais humano das necessidades das pessoas, apesar dos temores sobre a perda da capacidade de pensar por conta própria.