Sustentabilidade: 2026 será o ano da verdade, segundo especialistas
10 de abril de 2026
O ano de 2026 marca a transição da experimentação para a implementação efetiva de projetos de sustentabilidade, segundo especialistas do setor.
O acesso ao capital e a ausência de mecanismos para reduzir riscos dificultam a concretização de projetos, especialmente os menores, no contexto da sustentabilidade.
A agenda de sustentabilidade em 2026 será impactada por pressões regulatórias, geopolítica global e a necessidade de adaptação a eventos climáticos severos, afetando políticas públicas e privadas.
Resumo supervisionado por jornalista.
O site Capital Reset listou cinco grandes tendências sobre sustentabilidade que devem pautar o ano de 2026, ouvindo vários especialistas envolvidos com o tema. Para eles, a era da experimentação de modelos e da avaliação de instrumentos, que marcou a agenda no biênio 2024-25, foi superada.
O momento agora é de implementação, e entre os desafios para concretizar os projetos de sustentabilidade, está o acesso ao capital. Além da eterna discussão sobre a falta de capital versus projetos bem estruturados ou vice-versa, os especialistas apontam para a ausência de mecanismos que reduzam riscos.
No caso de projetos menores, essa necessidade é maior, uma vez que eles não contam com acesso fácil a opções como o Fundo Clima, gerido pelo BNDES.
Se capital é uma questão pendente, a criação de um cenário que pressiona a implementação de projetos é uma certeza. Os sinais para isso foram reforçados na COP30, de 2025, e incluem iniciativas como a taxonomia sustentável brasileira e a proposta do governo federal para o Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), que criaria um roteiro para o país reduzir gradualmente a dependência de combustíveis fósseis.
Desafios globais
Externamente, o desafio para 2026 é entender a extensão dos acontecimentos globais. O caso mais notável é o da invasão da Venezuela pelos Estados Unidos, com a pressão de aumento da produção petrolífera do país sul-americano. Por outro lado, a direção apontada pela China é de aumento dos investimentos em tecnologia de baixo carbono. Em resumo: a geopolítica mundial também pesará nas metas de sustentabilidade.
Mais do que nunca, a capacidade de adaptação é outra tendência apontada para 2026. Os eventos climáticos severos foram um dos itens que redirecionaram essa pauta, a qual envolve agora não só lideranças públicas, mas outros atores, como a iniciativa privada.
As eleições no Brasil – um tema de geopolítica mundial – também entram na pauta da agenda de sustentabilidade para 2026. A explicação é clara: a mudança de iniciativas criadas a partir de decretos federais fica em risco com uma alteração radical de governo. Entram nessa lista de preocupações, por exemplo, a questão de regulação do mercado de carbono, entre outros temas.
Dúvidas mais comuns
Os principais desafios para a sustentabilidade em 2026 incluem o acesso ao capital para financiar projetos, especialmente os menores que não têm acesso facilitado a fundos como o Fundo Clima do BNDES, e a necessidade de mecanismos que reduzam riscos para esses investimentos. Além disso, há uma pressão crescente para a implementação efetiva de ações sustentáveis, impulsionada por iniciativas como a taxonomia sustentável brasileira e políticas para reduzir a dependência de combustíveis fósseis.
A geopolítica mundial influencia a agenda de sustentabilidade em 2026 ao afetar a produção e o investimento em energia e tecnologia. Por exemplo, a invasão da Venezuela pelos Estados Unidos pressiona o aumento da produção petrolífera, enquanto a China direciona investimentos para tecnologias de baixo carbono. Esses fatores externos impactam as metas e estratégias de sustentabilidade globalmente.
A transição para 2026 marca o fim da era de experimentação e avaliação de modelos de sustentabilidade, dando lugar a um momento de implementação concreta de projetos. Essa mudança é acompanhada por uma maior pressão regulatória e política para que as ações sustentáveis sejam efetivamente realizadas, com foco em resultados práticos e mensuráveis.
Os 4 tipos de sustentabilidade mais reconhecidos são: Ambiental, que foca no uso consciente dos recursos naturais e preservação do meio ambiente; Social, que busca equidade, qualidade de vida e inclusão; Econômica, que visa viabilidade financeira e crescimento responsável; e Empresarial (ou Corporativa), que integra práticas ambientais, sociais e econômicas na gestão das empresas para um crescimento equilibrado.
Os 7 pilares da sustentabilidade são: Ambiental, Social, Econômico, Cultural, Ético, Político e Estético. Eles formam um sistema interdependente que visa atender às necessidades presentes sem comprometer as futuras, abrangendo desde a preservação ambiental até a governança responsável, valorização cultural, integridade moral, engajamento político e harmonia estética.
O tema central da ONU para 2026 é o Ano Internacional do Voluntariado para o Desenvolvimento Sustentável, que enfatiza ações concretas para promover paz, justiça e progresso. A ONU destaca prioridades como a escolha de pessoas e do planeta em vez da dor, combate à exclusão e à desinformação, além de temas específicos como igualdade de gênero no acesso à água e o papel da juventude na educação.
A capacidade de adaptação é crucial em 2026 devido ao aumento de eventos climáticos severos e às mudanças rápidas no cenário político e econômico global. Essa habilidade permite que governos, empresas e sociedade civil respondam eficazmente a desafios imprevistos, garantindo a continuidade e o sucesso das iniciativas sustentáveis em um contexto dinâmico e incerto.
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