Das cerca de 70 mil empresas médias brasileiras, aproximadamente 65% atuam no mercado B2B, embora poucas estejam usando um diferencial importante: a curadoria de conteúdo para se posicionarem melhor. A avaliação é do CEO da Verbo, Rodrigo Figueiredo.

Nascida há 25 anos, a companhia vai além do trabalho de uma agência de publicidade tradicional e adota inteligência criativa, além de fazer parte do Midst Group, lançado no Fórum Anual de Médias Empresas de 2025 e que engloba também serviços de performance, combinado com fundo de funil de vendas, e aplicação de inteligência de mercado ao setor B2B.
“Nosso foco é o mapeamento dos chamados ‘ativos ocultos’, que correspondem a pontos de relevância e diferenciais competitivos que as organizações possuem, mas que muitas vezes não estão mapeados devidamente, tanto interna quanto externamente. A partir desse diagnóstico, criamos e executamos um planejamento estratégico de comunicação com apuração de resultados”, resume.
De acordo com ele, apesar da pujança do segmento de médias empresas, a inteligência de marketing ainda é pouco acessada pelo conhecimento técnico ainda pouco desenvolvido das lideranças, questão mais acentuada no mercado B2B. Segundo ele, existe uma visão limitada no mercado que reduz o marketing apenas à gestão de redes sociais.
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O conceito defendido pelo CEO da Verbo redefine o marketing como a inteligência de comunicar propostas de valor, a partir destes ativos da companhia, para um determinado público-alvo. Essa comunicação deve acontecer em redes sociais, mas exige presença em eventos corporativos, canais de relacionamento dedicados e estratégias estruturadas para a distribuição de produtos e serviços em novos mercados ou regiões.
Transição para o GEO
Figueiredo explica que há uma virada de chave do tradicional SEO (Search Engine Optimization) para o GEO (Generative Engine Optimization), que nada mais é do que a recomendação que as IAs fazem sobre o seu negócio, a partir da busca do usuário. Isso significa que compradores e profissionais B2B, por exemplo, utilizam crescentemente ferramentas de inteligência artificial, como Gemini e ChatGPT, para realizar pesquisas técnicas antes de tomar decisões de compra.

“A busca que antes acontecia somente no Google, agora se estende às demais ferramentas de IA”, afirma.
Nesse novo ecossistema, as empresas precisam estruturar conteúdos para serem recomendadas pelas IAs, abandonando os velhos sites institucionais estáticos e assumindo o papel de publicadores de conteúdo frequente.
A estratégia exige blogs constantemente atualizados, além de materiais ricos como whitepapers e guias especializados. Embora a própria IA possa apoiar a produção de textos, a Verbo enfatiza o papel insubstituível da curadoria humana de informação.
O repertório e a capacidade analítica humana são fundamentais para filtrar e transformar dados em informações pertinentes para os stakeholders
Outro aspecto levantado pelo CEO da Verbo é a necessidade de as empresas manterem a capacidade de “ler o mercado”. Segundo ele, muitas organizações correm o risco de operar com propostas de valor elaboradas há 10 ou 15 anos, as quais não respondem mais às demandas dos atuais clientes. Para atualizar essa proposta, ele explica que é necessário ir a campo e conversar com seus clientes na ponta do processo. “A IA é limitada nesse aspecto, pois nada substitui o uso dos cinco sentidos para compreender verdadeiramente o valor percebido”, complementa Figueiredo.
Parceria estratégica com a FDC
Essa filosofia de alinhar inteligência de mercado à execução prática no mercado de médias empresas ganhou força na parceria entre a Verbo e a FDC, estabelecida desde 2019, período em que a agência participou por cinco anos do programa PAEX – Parceiros para a Excelência. A partir dele, as duas instituições fortaleceram seus laços com o patrocínio ao Fórum de Médias Empresas em São Paulo, apoio à comunidade Líderes Acima da Média e atuação conjunta junto ao Centro de Inteligência de Médias Empresas (CIME), todas iniciativas da FDC.
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O trabalho da Verbo junto ao CIME consiste no entendimento e comunicação de pesquisas e conteúdos acadêmicos profundos desenvolvidos pelos professores da FDC. A agência transforma os resultados robustos de pesquisa em uma linguagem ágil e com caráter executável, permitindo que os empresários apliquem as recomendações imediatamente em suas operações. “É uma dinâmica de ganha-ganha, aumentando a aplicabilidade do conhecimento científico e impulsionando o mercado de médias empresas no país”, finaliza Figueiredo.