As empresas de médio porte, resilientes aos desafios de empreender no Brasil e com papel relevante como impulsionadoras da economia, ganharam um reconhecimento inédito com a criação do prêmio Médias de Valor. A iniciativa, lançada pelo Valor Econômico em parceria com Pequenas Empresas & Grandes Negócios (PEGN), com pesquisa conduzida pela Fundação Dom Cabral (FDC) e apresentação do Itaú Empresas, reconhece o papel estratégico desse segmento no desenvolvimento econômico e social do país.
Na primeira edição, 20 empresas foram premiadas após a avaliação dos critérios de liderança, estratégia, processos e resultados. Esses aspectos levam em consideração questões relativas à governança corporativa, adaptabilidade ao ambiente de negócios, administração da cadeia de valor e desempenho comercial. Das 240 empresas que avançaram após uma triagem técnica, 20 foram escolhidas como vencedoras em categorias que distinguiam aquelas com receita líquida entre R$ 15 milhões e R$ 99,99 milhões, R$ 100 milhões e R$ 199,99 milhões, R$ 200 milhões e R$ 299,99 milhões, e R$ 300 milhões a R$ 500 milhões.
Reconhecimento inédito
O prêmio Médias de Valor, segundo o CEO do Itaú Unibanco, Milton Maluhy Filho, “é um reconhecimento inédito para quem inova, gera empregos, sustenta cadeias produtivas e tem papel fundamental no desenvolvimento econômico do país”. Os requisitos para participar incluíam ter uma receita líquida anual entre R$ 15 milhões e R$ 500 milhões, fins lucrativos e nenhum vínculo com grandes grupos econômicos. Para garantir comparabilidade, as participantes foram organizadas nas quatro faixas de faturamento.
Mais de 500 empresas se inscreveram, das quais 240 avançaram para a etapa principal. Essas organizações responderam a um questionário com quase 200 perguntas relativas a 11 dimensões de análise. As melhores colocadas passaram ainda por uma avaliação aprofundada, com verificação documental, análise de trajetória, práticas de inclusão, sustentabilidade e impacto na comunidade.
Os diferenciais em comum
Os resultados consolidados pela FDC revelam um padrão entre as vencedoras: o destaque em gestão estratégica é comum entre as 20 premiadas. Com a formalização da estratégia e sua implementação no cotidiano da empresa, as vencedoras apresentaram 97% da nota máxima em gestão estratégica, contra 83% das demais participantes. Outro traço dessas organizações é a incorporação do propósito e dos valores à cultura organizacional.
Segundo a professora da FDC, Áurea Puga, o propósito também se configura como uma característica de destaque das melhores rankeadas. Ela afirma que por terem práticas de mercado orientadas por propósito, ou seja, um propósito transformativo, essas empresas “engajam colaboradores, atraem parceiros e perseguem o que, para as demais empresas, parece impossível”.
O estudo revela ainda uma série de insights sobre o comportamento em comum das melhores colocadas, confira a seguir.
- Visão de futuro: 70% valorizam o planejamento de longo prazo e promovem o acompanhamento constante de indicadores, bem como os ajustes contínuos, ampliando a capacidade de adaptação e inovação.
- Capacitação: além de todos os líderes participarem de treinamentos formais, 85% das vencedoras estão envolvidas em capacitação em ESG, liderança e tecnologia.
- Presença feminina: o percentual de mulheres CEOs é mais que o dobro entre as vencedoras (35%) quando comparado às demais empresas (16%).
- Liderança e gestão de pessoas: por meio de condutas voltadas para reconhecimento, remuneração e retenção, as campeãs conseguem um resultado melhor do que as demais.
- Maturidade em inovação e governança: a definição de metas aliadas a estruturas mais profissionais de governança e maior transparência permitem notas maiores.
Perfil setorial e regional das vencedoras
Metade das empresas selecionadas atua no setor industrial, enquanto 30% estão concentradas em serviços e 20% no comércio. São predominantes organizações que operam no modelo de negócios B2B e, do ponto de vista geográfico, que são do Sudeste (dez) e do Sul (quatro). As regiões Norte (três), Nordeste (duas) e Centro-Oeste (uma) compõem a lista que premia o empreendedorismo de médio porte no país.
Na faixa de receita líquida entre R$ 15 milhões e R$ 99,9 milhões, foram premiadas Ecocil, GB Musical, Grupo IAG Saúde, MS Serviços e Soluções Energéticas e Pronutrition. Entre as empresas com faturamento de R$ 100 milhões a R$ 199,99 milhões, destacaram-se Agrominas, Bibi, CRN Group, Deal e TSA – Tecnologia de Sistemas de Automação.
Já no grupo com receita entre R$ 200 milhões e R$ 299,99 milhões figuram Carsten, Grupo Nomura, Japurá Pneus, Maxiplast e Opus Construtech. Na faixa mais elevada, de R$ 300 milhões a R$ 500 milhões, foram reconhecidas Box Print, Ecovita Incorporadora e Construtora, Engibras, Grupo Med+ e Tutiplast.
Dúvidas mais comuns
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O Prêmio Médias de Valor é uma iniciativa inédita lançada pelo Valor Econômico em parceria com a PEGN, com pesquisa da Fundação Dom Cabral e apresentação do Itaú Empresas, que reconhece o protagonismo das empresas de médio porte no Brasil com base em critérios como liderança, estratégia, processos e resultados.
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Para participar, a empresa deve ter receita líquida anual entre R$ 15 milhões e R$ 500 milhões, ser lucrativa e não ter vínculo com grandes grupos econômicos. As empresas são avaliadas em liderança, estratégia, processos e resultados, incluindo governança corporativa, adaptabilidade, administração da cadeia de valor e desempenho comercial.
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As empresas vencedoras destacam-se pela gestão estratégica formalizada, incorporação do propósito e valores na cultura organizacional, valorização do planejamento de longo prazo, capacitação em ESG, liderança e tecnologia, maior presença feminina em cargos de CEO, e maturidade em inovação e governança.
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Metade das empresas premiadas atuam no setor industrial, 30% em serviços e 20% no comércio. Geograficamente, a maioria está no Sudeste (dez empresas) e Sul (quatro), com outras no Norte (três), Nordeste (duas) e Centro-Oeste (uma). Predominam negócios B2B.
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Empresas de médio porte no Brasil costumam ser definidas por faturamento anual entre aproximadamente R$ 4,8 milhões e R$ 300 milhões, segundo entidades como BNDES, Sebrae e Receita Federal. No contexto do Prêmio Médias de Valor, o limite considerado é entre R$ 15 milhões e R$ 500 milhões.
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MEI (Microempreendedor Individual) é um regime simplificado para empreendedores com faturamento até R$ 81 mil por ano e no máximo um empregado, com atividades restritas e tributação simplificada. PME (Pequenas e Médias Empresas) inclui microempresas e empresas de pequeno porte com faturamento maior, mais funcionários, atividades regulamentadas e regimes tributários mais complexos, permitindo maior crescimento e complexidade.