– O painel “CEOs Legacy” no 10º Fórum Anual de Médias Empresas enfatizou a importância do papel dos líderes na construção de legados empresariais que impactem positivamente colaboradores e a sociedade, destacando o papel da educação executiva.
– Executivos como Andrea Krewer, Ronaldo Ribeiro e Manuella Curti compartilharam suas visões sobre como propósito, inovação e gestão de pessoas são fundamentais para o sucesso e a sustentabilidade das organizações.
– Os líderes destacaram a necessidade de escuta ativa, coerência nas ações e o papel das relações humanas na construção de culturas organizacionais que promovam o pertencimento e o impacto social.
Resumo supervisionado por jornalista.O papel dos líderes, nas organizações, ultrapassa os limites da condução do negócio e dos resultados financeiros. Esses profissionais são, geralmente, responsáveis por gerar impacto duradouro nas pessoas e pelo legado que as empresas deixam para o futuro, tanto junto aos colaboradores quanto na comunidade em que atuam. O objetivo de um líder, na visão dos participantes do painel “CEOs Legacy: Inspiração para criar futuros positivos”, é transformar o país por meio dos negócios e das pessoas, e para tanto a educação executiva faz toda a diferença.
O tema foi abordado no encerramento do 10º Fórum Anual de Médias Empresas, que contou com a participação de Andrea Krewer, CEO da Sodexo Brasil; Ronaldo Ribeiro, CEO da Farmax; e Manuella Curti, CEO da Purificadores Europa, com moderação de Diego Marconatto e Adriano Amui, professores da Fundação Dom Cabral (FDC).
Futuros positivos passam pela gestão de pessoas
Durante o debate, os executivos compartilharam trajetórias e visões pessoais, destacando como o propósito, a inovação, a responsabilidade social e a gestão de pessoas são diferenciais para a construção de legados empresariais duradouros.
“O propósito da Sodexo é gerar e levar qualidade de vida para as pessoas, começando pelos 47 mil colaboradores no Brasil”, contou Andrea. Segundo a executiva, a estratégia de sustentabilidade, o cuidado com as pessoas, a inovação e o impacto social não são diferenciais, mas, sim, o modo de conduzir o dia a dia da empresa. Além disso, ela destaca que a tecnologia e a inovação vêm “por meio das pessoas para as pessoas”.

Andrea, que está há 21 anos à frente da empresa, reforça que a Sodexo é uma organização que pensa nas pessoas, sejam elas colaboradores ou clientes. “Em um mundo volátil, a liderança não pode avançar sozinha; é fundamental mostrar fragilidade e ouvir genuinamente as pessoas para transcender situações difíceis”, disse, ressaltando que líderes devem praticar a escuta ativa e ter clareza do propósito, ambição e missão da empresa.
Sobre tecnologia, Andrea considera que ela é um meio para gerar produtividade, mas não pode substituir as pessoas, pois “o robô faz, a pessoa cuida”.
Ronaldo Ribeiro, CEO da Farmax, tem a mesma visão. Em sua avaliação, para um negócio ser rentável é preciso que ele impacte positivamente a sociedade. “Essa é a essência da Farmax, oferecer produtos bons a preços acessíveis, tornando-os disponíveis para um mercado consumidor que antes não podia pagar por eles”, exemplificou. No ambiente interno, a cultura organizacional, segundo ele, é uma ferramenta de atração e retenção de colaboradores.

Para Ribeiro, que está à frente da média empresa de origem familiar de 45 anos – e que já passou por transições para fundos de investimento – a estratégia para ter um negócio bem-sucedido se baseia em um tripé: bons negócios, impacto social positivo e cuidado com as pessoas.
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Pertencimento
Manuella, da Purificadores Europa, afirma que a empresa se guia por seu propósito, com diálogo aberto e engajamento das pessoas, que se sentem parte da organização, com sentimento de pertencimento. “O grande desafio é manter a coerência e a consistência entre o que se diz, busca e faz, permeando todas as decisões”, destacou.

Ela, que assumiu a empresa (de origem familiar) aos 25 anos, diante da perda de familiares que eram responsáveis pelo negócio, diz que sua jornada traz um aprendizado diário e também um prazer, ao lidar com uma marca forte e a responsabilidade de um tema relevante para o planeta: a água, que é um recurso finito, mas totalmente necessário à vida.
“O futuro está sendo construído agora e, para nós, ele só faz sentido quando guiado pelo propósito. Nosso maior desafio é manter coerência entre o que dizemos e o que fazemos, garantindo que cada decisão reflita esse compromisso”, ressaltou.
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Básico bem-feito
Para Manuella, é essencial que o CEO tenha um olhar abrangente do negócio, enxergando as pessoas que fazem parte dele, e faça o básico bem-feito. “O diferencial é ter visão clara, reduzir a complexidade e fazer um ‘bom arroz com feijão’”, disse. A executiva também destacou considerar a diversidade um ativo estratégico e acredita que gostar de pessoas e abrir o diálogo é fundamental para o negócio
Além disso, Ribeiro, da Farmax, pontua a importância da conexão com as pessoas, mantendo a humildade e preservando as relações. “A Farmax cresceu aproximadamente 500% em sete anos, sob minha gestão, mas os números não contam a história completa; esse resultado diz muito sobre relações humanas”, pontuou.