Na Comunidade do Anã, está a sede da Cooperativa de Turismo e Artesanato da Floresta (Turiarte), referência em iniciativas de sociobioeconomia, formada em 2015. O percurso de barco entre Alter do Chão, distrito de Santarém (PA), e a comunidade no coração da Reserva Extrativista Tapajós-Arapiuns, se estende por cerca de duas horas e meia, em um trajeto de 25 quilômetros.
Além da produção artesanal, as 76 famílias da região recebem visitantes para conhecer a produção de peixes, mel e farinha de mandioca, caminhar por trilhas, tomar banho de rio e vivenciar a piracaia, ritual em que o peixe é assado na beira da praia de água doce.
Turismo e artesanato

O trajeto garante o escoamento da produção de artesanato feita por 114 homens e mulheres que integram a Turiarte, em 12 comunidades. São cerca de mil peças mensais que seguem para Santarém, mercados locais e para os Estados Unidos. Em 2024, a cooperativa movimentou aproximadamente R$ 400 mil. A expectativa deste ano é de crescimento, com o aumento do fluxo de turistas e contratos firmados em função da COP30, que acontece entre os dias 10 e 21 de novembro.
Natália Dias Viana, presidente da Turiarte, explicou em uma reportagem para o Globo Rural que a cooperativa conseguiu se organizar melhor com o aumento da demanda, mas não ainda não tem estrutura para aceitar novos clientes, por conta do tempo exigido no trabalho manual. Segundo ela, o faturamento com turismo dobrou para R$ 12 mil por mês, pelo interesse internacional despertado pela COP.
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Exportação
Um dos projetos da cooperativa é a criação de uma loja virtual, que permitirá o contato direto com consumidores finais, já que 80% das vendas atuais são feitas para lojistas. Para se preparar, os cooperados têm participado de cursos sobre estratégias de inserção em mercados externos.

O superintendente da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) no Pará, Júnior Serra, avaliou que a exportação é um caminho viável, mas o mercado brasileiro ainda não consome amplamente os produtos da sociobioeconomia.
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Desafios de financiamento
Para evitar perdas de contratos por falta de estoque, a Turiarte buscou levantar R$ 30 mil para criar um fundo que garanta previsibilidade na produção. A presidente afirmou que há instituições que oferecem crédito, mas os editais são complexos e muitas oportunidades acabam desperdiçadas.
O cenário não é exclusivo da Turiarte. De acordo com Cleomar Abreu, diretor-executivo do Sicredi Norte, que atua em Belém, a análise de crédito para a sociobioeconomia amazônica encontra algumas barreiras. Entre elas, estão a informalidade da produção, a falta de dados sobre sustentabilidade e a ausência de regularização fundiária.
Ele explicou que as instituições financeiras enfrentam dificuldades para desenvolver mecanismos de incentivo que considerem os riscos e a necessidade de aplicar instrumentos em operações de pequeno porte, que são maioria na região.
Dúvidas mais comuns
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A Turiarte é uma cooperativa formada em 2015 na Comunidade do Anã, na Amazônia, que reúne 114 artesãos de 12 comunidades. Ela promove a sociobioeconomia local por meio da produção artesanal e do turismo, movimentando cerca de R$ 400 mil em 2024 e atendendo mercados locais e internacionais.
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A COP30, evento global realizado em Belém em novembro, aumentou o interesse internacional pela bioeconomia amazônica, dobrando o faturamento com turismo para a cooperativa Turiarte e ampliando o fluxo de turistas e contratos para artesanato local.
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As atividades incluem visitas para conhecer a produção de peixes, mel e farinha de mandioca, caminhadas por trilhas, banho de rio e participação no ritual da piracaia, onde o peixe é assado na beira da praia de água doce, proporcionando uma experiência cultural e natural autêntica.
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A cooperativa enfrenta limitações na capacidade de produção manual, falta de estrutura para novos clientes, dificuldades para acessar crédito devido à informalidade e complexidade dos editais, além da necessidade de criar um fundo para garantir estoque e evitar perdas de contratos.
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A cooperativa está desenvolvendo uma loja virtual para vender diretamente ao consumidor final, além de capacitar seus cooperados em estratégias de inserção em mercados externos, visando aumentar a exportação e reduzir a dependência de lojistas.
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Os principais tipos incluem arte plumária, cestaria feita com fibras naturais como cipó e palha, máscaras indígenas e cerâmica, que refletem a cultura e os recursos naturais da região.
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A Amazônia oferece expedições pela floresta, visitas a comunidades indígenas, observação de animais silvestres, passeios de barco pelos rios, hospedagem em hotéis de selva e turismo gastronômico, proporcionando uma diversidade de experiências culturais e naturais.