Uma tendência de relativa estabilidade marca o Índice de Confiança das Médias Empresas (ICME) no segundo semestre de 2024. O indicador, elaborado pelo Centro de Inteligência em Médias Empresas da Fundação Dom Cabral (FDC), referência no tema, alcançou a média de 42,2 pontos. Esse valor está abaixo de 50 pontos, que marca a linha divisória de confiança na avaliação da FDC. A queda no semestre foi de 1,5 pontos, puxada pelas empresas das regiões Sul e Sudeste.
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De acordo com o Centro de Inteligência em Médias Empresas da FDC, o recuo maior aconteceu no setor de serviços, com queda de 1,7 pontos. Na avaliação geral, os resultados do segundo indicam uma reversão da tendência de recuperação de confiança observada em 2023.
Em sua análise do ICME, os especialistas consideram dois indicadores, o Índice de Condições Atuais (ICA) e o Índice de Expectativas Futuras (IEF).
Em relação ao ICA, a pesquisa com as médias empresas revela pioras relacionadas a percepção de retorno da pressão inflacionária. A avaliação de piora também acontece em relação às condições da economia brasileira e dos impactos de turbulências políticas e sociais para as empresas médias.
Já o IEF aponta um recuo, indicando uma deterioração das perspectivas para os próximos meses. Lembrando que o IEF, assim como o ICA, considera os mesmos fatores de mensuração, ou seja, Macroambiente, Microambiente, Dinâmica Setorial e os Custos do Negócio.
Além da avaliação setorial, o ICME também indica o grau de confiança das médias empresas por região. O que se observa é a relativa estabilidade em grande parte do país, com queda de confiança nas regiões Sul e Centro-Oeste.
ICME indica estabilidade
As variações nas demais regiões não foi significativa em relação ao semestre anterior, ou seja, menos de 0,2 pontos. Segundo os organizadores do ICME, a queda significativa da confiança na região Sul foi especialmente afetada pela queda significativa no Índice de Condições Atuais (ICA), fato que pode ser atribuído à tragédia ocorrida no Rio Grande do Sul em meados de 2024.
Na região Centro-Oeste, por outro lado, a queda na confiança pode estar associada às dificuldades enfrentadas pelo setor agropecuário, incluindo a variação nos preços das commodities e a quebra de safra.
Mesmo com uma pequena queda, o ICME traz dados que confirmam a estabilidade da confiança entre as médias empresas. É o caso da tendência de estabilidade no saldo de empregos. Isso é importante porque as médias empresas representam 0,89% do total de empresas no país, porém empregam cerca de 18,6% dos trabalhadores ativos.
Em linhas gerais, a expectativa de redução no saldo de empregos é de apenas 0,08% no segundo semestre de 2024. Enquanto o comércio trabalha com perspectivas de 0,81% nesse caso, a indústria é mais otimista e prevê diminuição de 0,02%.
A mesma tendência marca as intenções de investimentos das médias empresas para os próximos seis meses. A média indica um aporte de investimentos de 4,6% do faturamento bruto.
O ICME é realizado semestralmente pelo Centro de Inteligência das Médias Empresas da FDC. Para baixar o ebook na íntegra e acessar outros estudos, clique aqui.
Dúvidas mais comuns
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O ICME é um indicador elaborado pelo Centro de Inteligência em Médias Empresas da Fundação Dom Cabral que mede a confiança das médias empresas brasileiras em relação às condições atuais e expectativas futuras do mercado, refletindo a percepção sobre o ambiente econômico, político e setorial.
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No segundo semestre de 2024, o ICME apresentou uma queda de 1,5 pontos, alcançando a média de 42,2 pontos, indicando uma tendência de relativa estabilidade, porém abaixo da linha de confiança de 50 pontos, com maior queda nas regiões Sul e Sudeste.
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A queda da confiança foi influenciada pela percepção de retorno da pressão inflacionária, condições econômicas brasileiras desfavoráveis, turbulências políticas e sociais, além de impactos setoriais como a tragédia no Rio Grande do Sul e dificuldades no setor agropecuário no Centro-Oeste.
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O ICME é composto pelo Índice de Condições Atuais (ICA), que avalia a situação presente das empresas, e pelo Índice de Expectativas Futuras (IEF), que mede as perspectivas para os próximos meses, ambos considerando fatores macroambientais, microambientais, dinâmicas setoriais e custos do negócio.
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Embora representem apenas 0,89% do total de empresas no país, as médias empresas empregam cerca de 18,6% dos trabalhadores ativos, tornando o índice de confiança desse segmento crucial para a estabilidade do emprego e da economia.
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As médias empresas apresentam uma expectativa de redução muito pequena no saldo de empregos, de apenas 0,08%, e pretendem investir em média 4,6% do faturamento bruto nos próximos seis meses, indicando uma tendência de estabilidade e cautela.
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Os três pilares da confiança são Competência/Capacidade, que envolve conhecimento e habilidade para entregar resultados; Integridade/Autenticidade, que se refere a agir com ética e coerência; e Benevolência/Empatia, que demonstra interesse genuíno pelo bem-estar dos outros, criando relacionamentos sólidos.