close

Gerações Y e Z são menos resilientes, mas se conectam ao propósito no trabalho

Organizações do futuro já compreenderam a necessidade de uma governança multigeracional, defendeu o professor convidado da FDC em artigo do Estadão

diversidade de geracoes © - Shutterstock
por Redação 24 de outubro, 2022

Cerca de 70 milhões de brasileiros pertencem às gerações Y (nascidos após 1981) e Z (nascidos após 1997). Entre a população economicamente ativa no Brasil, segundo o IPEA, esse público representa 46% e, em 10 anos, deve representar 70%. Ou seja: já agora – e mais ainda no futuro – são as gerações que estão moldando o novo capitalismo, e as organizações que não entenderem isso, tendem a ter dificuldades.

Foi, em resumo, o que defendeu o professor convidado da Fundação Dom Cabral e presidente do Conselho de Administração da Companhia de Habitação do Estado de Minas Gerais (COHAB Minas), Daniel Lança. Mestre em Ciências Jurídico-Políticas pela Universidade de Lisboa, ele analisou os prós e contras das gerações Y e Z para o mercado de trabalho.

Diversidade de gerações e prós e contras dos Ys e Zs

diversidade de geracoes
© – Shutterstock

Contra, ele pontuou a falta de habilidades comportamentais, como inteligência emocional e a lida com frustração e hierarquia. “De maneira geral, as gerações Y e Z podem ser compreendidas como autocentradas, ansiosas, impacientes, superficiais, arrogantes e desejam crescer rápido (demais) na carreira ao passo que têm dificuldade em criar raízes de longo prazo nas empresas”, escreveu.

A favor, um dos pontos destacados por Daniel Lança foi o fato de esses profissionais mais jovens serem mais comprometidos com o propósito do que com o dinheiro. “Diferentemente das gerações anteriores, que buscavam estabilidade e dinheiro, o fator financeiro motiva menos que o propósito”, escreveu ele. 

As novas gerações também são consumidoras mais conscientes e Daniel Lança lembrou de pesquisa recente feita no Brasil na qual é demonstrado que 56% dos brasileiros compram com base no posicionamento socioambiental da marca, não apenas no custo benefício do produto ofertado. “Quando o recorte é realizado com as gerações Y e Z, essa fatia corresponde a 90% dos entrevistados. Nesses casos, ambos os públicos estão dispostos a pagar até 25% mais caro para comprarem o mesmo produto das marcas com impacto ESG (sigla em inglês para ambiental, social e governança)”, detalhou o professor. 

Ele ainda contextualizou que as gerações Y e Z são movidas pela busca das necessidades mais complexas da pirâmide de Maslow, como autorrealização e autoestima. Não por menos, os jovens querem trabalhar em algo que faça sentido mais abrangente – como ajudar o planeta ou melhorar a vida das pessoas. E aliam isso à felicidade, experiências singulares e equilíbrio entre a vida pessoal e profissional.

“As organizações do futuro já compreenderam a necessidade de uma governança multigeracional [diversidade de gerações], aliando experiência e juventude, por mais clichê que isso pareça”, destacou Daniel Lança no artigo cuja íntegra pode ser lida aqui.




Os assuntos mais relevantes diretamente no seu e-mail

Inscreva-se na nossa newsletter