“A governança não deve apenas reagir aos desafios, mas antecipá-los”, define Evan Epstein, diretor-executivo e professor adjunto do Centro de Direito Empresarial da UC Law San Francisco. O especialista esteve na abertura do 25º Congresso do IBGC (Instituto Brasileiro de Governança Corporativa), com a palestra “Estratégias modernas de governança corporativa: tendências do Vale do Silício”.
Segundo a coluna de Fernando Castilho, que cobriu o evento pelo JC-PE, as dimensões, a complexidade e a velocidade da expansão de big techs com valor de mercado — que começa a ser estimado em trilhões de dólares (como Alphabet, Apple, Microsoft e Amazon) — já causam perplexidade aos reguladores para definir e executar os controles.

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Little techs são desafio ainda maior
Epstein aponta que os maiores desafios podem estar relacionados às “little techs”, startups que proveem soluções complementares ou de nicho. Por serem empresas de capital fechado, sem as normas de transparência e accountability exigidas por legislações como a SOx (Lei Sarbanes-Oxley, que regula as bases de governança para sociedades anônimas nos EUA), desenvolvem seus modelos de negócio de forma menos controlada.
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Ele mencionou que o Departamento de Justiça (DoJ) começa a criar formas de monitoramento e análise não apenas das big techs em expansão, mas também das empresas do ecossistema. Até porque muitas delas podem vir a ser adquiridas pelas grandes plataformas.
O especialista estima que 1400 empresas do Vale do Silício concentrem 70% do desenvolvimento de IA no mundo. “Promover o diálogo entre todas as partes interessadas e manter um equilíbrio entre lucro e propósito é o que impulsionará uma governança sustentável e responsável, que será capaz de suportar desafios locais e globais”, disse Epstein, em entrevista ao blog do IBGC.
Dúvidas mais comuns
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Big techs são as maiores empresas de tecnologia da informação, geralmente referindo-se às gigantes dos Estados Unidos como Alphabet (Google), Amazon, Apple, Meta e Microsoft, além de outras como Nvidia e Tesla. Elas dominam setores como inteligência artificial, computação em nuvem, eletrônicos e veículos elétricos, influenciando fortemente o mercado global.
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Os principais desafios incluem a complexidade, a dimensão e a velocidade da expansão dessas empresas, que dificultam a definição e execução de controles regulatórios eficazes. Além disso, a governança deve antecipar desafios, promovendo diálogo entre todas as partes interessadas para equilibrar lucro e propósito, garantindo sustentabilidade e responsabilidade.
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As "little techs" são startups de capital fechado que oferecem soluções complementares ou de nicho e não estão sujeitas às mesmas normas de transparência e accountability que as big techs, como a Lei Sarbanes-Oxley. Isso faz com que seus modelos de negócio sejam menos controlados, dificultando o monitoramento e a regulação eficaz dessas empresas.
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O Departamento de Justiça (DoJ) dos EUA está desenvolvendo formas de monitoramento e análise não apenas das big techs, mas também das empresas do ecossistema que podem ser adquiridas por elas. Essa abordagem visa controlar melhor o impacto dessas plataformas e suas aquisições no mercado e na inovação.
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A governança em TI se apoia em cinco pilares essenciais: alinhamento estratégico, gestão de riscos e compliance, entrega de valor, monitoramento e métricas, e segurança da informação. Esses pilares orientam a implementação e sustentação da governança dentro das organizações.
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Embora não existam big techs brasileiras com o mesmo peso global das gigantes americanas, empresas como Nubank, Totvs, Mercado Livre, iFood (Movile), VTEX, Wildlife Studios e Magazine Luiza (Magalu) são líderes em seus segmentos no Brasil e América Latina, destacando-se como grandes players regionais em tecnologia e inovação.