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Escola de Negócios da Favela é potência contra a informalidade

Projeto pioneiro no Brasil une CUFA, Fundação Dom Cabral e Favela Fundos para capacitar empreendedores das favelas do país

Foto por: Homero Xavier/FDC
por Redação outubro 5, 2022
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O Brasil agora tem uma escola de negócios que fala favelês. A Escola de Negócios da Favela foi lançada na última semana, em uma parceria entre CUFA (BR) – Central Única das Favelas, Favela Fundos e Fundação Dom Cabral e visa preparar empreendedores oriundos das favelas brasileiras, estruturando seus negócios.

escola de negocios da favela
Foto por: Homero Xavier/FDC

O projeto, pioneiro no país, cria jornadas de desenvolvimento para esses empreendedores. Na última semana, a primeira turma recebeu o diploma de formação. Eles são os 10 finalistas da Expo Favela 2022, que teve sua primeira edição em abril deste ano.

“A gente precisa de oportunidade. Quando a gente entende que oportunidade não é caridade, isso muda a chave”, pontuou Thaís Bernardes, CEO do portal Notícia Preta e uma das participantes do projeto ao receber o diploma. 

Escola de Negócios da Favela traz linguagem diferenciada

O programa é um dos frutos da decisão estratégica da FDC, que tem um dos focos voltados para a capacitação da base da pirâmide, ou seja, grupos sub representados. Segundo Ana Carolina de Almeida, diretora de empreendedorismo da FDC, a fundação vem investindo mais recursos humanos e tecnológicos para ampliar essa atuação. “Num país onde 40 milhões de pessoas trabalham na informalidade, faz parte de nossa missão prover conteúdos que possam atingir esse público”, disse em entrevista ao Valor Econômico

Ana Carolina de Almeida | Foto por: Homero Xavier/FDC

A Escola de Negócios da Favela nasce com uma abordagem diferenciada, entregando trilhas de formação numa linguagem que dialoga com o empreendedor da favela, segundo afirmou Celso Athayde, fundador da CUFA e CEO do grupo Favela Holding, uma das investidoras do Favela Fundos, em entrevista à Época Negócios. “O caminho do empreendedorismo é árduo. Há muito conteúdo disponível no mercado, mas, para falar com a favela, precisamos traduzir esse conteúdo para o ‘favelês’”, comentou.

Nádia Rampi, Celso Athayde e Antonio Batista | Foto por: Homero Xavier/FDC



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