• A nova geração de executivos financeiros deve desenvolver competências técnicas, analíticas e comportamentais para enfrentar os desafios do ambiente corporativo atual.
  • A adaptação dos modelos econômico-financeiros e a interpretação de dados são essenciais para maximizar retornos sustentáveis e alinhar finanças aos objetivos estratégicos.
  • Executivos financeiros precisam atuar como parceiros internos e externos, apoiando decisões e arquitetando soluções de funding para garantir liquidez e crescimento a longo prazo.
Resumo supervisionado por jornalista.

As empresas, atualmente, enfrentam transformações constantes impulsionadas por avanços tecnológicos disruptivos, mudanças regulatórias, instabilidade econômica e crescente demanda por sustentabilidade. Isso faz com que os gestores financeiros precisem desenvolver um conjunto de competências técnicas, analíticas e comportamentais, para lidar com a complexidade do ambiente corporativo. 

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Competências técnicas

gestores financeiros
Foto: Gorodenkoff/ Adobe Stock

Os profissionais da área precisam conhecer profundamente os modelos econômico-financeiros, adaptando-os à realidade das empresas, de forma tal que se tornem poderosos instrumentos de decisões operacionais e estratégicas.

Competências analíticas

É necessário ser capaz de interpretar os dados econômico-financeiros, identificado fragilidades e riscos, bem como oportunidades que se traduzam na maximização dos retornos de curto e longo prazos, de forma sustentável. O seu trabalho é alinhar as finanças aos objetivos estratégicos da empresa.

Competências comportamentais

O gestor de finanças não é mais aquele profissional do passado, que só sabia criticar a performance corrente da empresa e dizer não para iniciativas não planejadas. Hoje, o profissional dessa área deve ser um grande parceiro de todos os seus pares funcionais, apoiando-os e trazendo luz às suas decisões operacionais e estratégicas, elucidando os riscos e retornos envolvidos. Externamente à empresa, ele precisa ser capaz de se relacionar com um mercado financeiro, cada vez mais sofisticado, arquitetando soluções de funding para suportar o equilíbrio da liquidez corrente e o plano estratégico de longo prazo.

Somente por meio dessas competências os profissionais de finanças ganharão relevância e protagonismo nas empresas nas quais trabalham.

Por Haroldo Mota, professor associado da Fundação Dom Cabral (FDC)

Dúvidas mais comuns

Um gestor financeiro é o profissional responsável por administrar os recursos financeiros da empresa, equilibrando orçamento, investimentos, captação e destino de recursos para manter a saúde econômica e apoiar a direção estratégica da organização.

A nova geração de gestores financeiros deve desenvolver competências técnicas, como o domínio de modelos econômico-financeiros adaptados à realidade da empresa; competências analíticas para interpretar dados e identificar riscos e oportunidades; e competências comportamentais para atuar como parceiros estratégicos internos e externos, apoiando decisões e arquitetando soluções financeiras.

Atualmente, o gestor financeiro deve ser um parceiro colaborativo dos demais setores da empresa, ajudando a esclarecer riscos e retornos das decisões operacionais e estratégicas. Além disso, precisa se relacionar eficazmente com o mercado financeiro para garantir soluções de funding que sustentem a liquidez e os planos estratégicos de longo prazo.

O salário médio de um gestor financeiro no Brasil gira em torno de R$ 7.896,76 a R$ 8.581,64, variando conforme experiência, cargo e porte da empresa. Gestores em cargos de liderança, como CFOs, podem receber entre R$ 40.000 e R$ 60.000, especialmente em grandes empresas e setores financeiros.

O salário de um gestor financeiro é influenciado por diversos fatores, incluindo experiência e tempo de atuação, tamanho da empresa, setor de atuação (como mercado financeiro ou indústria), localização geográfica, formação acadêmica e certificações, além dos resultados e performance da empresa, que podem incluir bônus e participação nos lucros.