- A nova geração de executivos financeiros deve desenvolver competências técnicas, analíticas e comportamentais para enfrentar os desafios do ambiente corporativo atual.
- A adaptação dos modelos econômico-financeiros e a interpretação de dados são essenciais para maximizar retornos sustentáveis e alinhar finanças aos objetivos estratégicos.
- Executivos financeiros precisam atuar como parceiros internos e externos, apoiando decisões e arquitetando soluções de funding para garantir liquidez e crescimento a longo prazo.
As empresas, atualmente, enfrentam transformações constantes impulsionadas por avanços tecnológicos disruptivos, mudanças regulatórias, instabilidade econômica e crescente demanda por sustentabilidade. Isso faz com que os gestores financeiros precisem desenvolver um conjunto de competências técnicas, analíticas e comportamentais, para lidar com a complexidade do ambiente corporativo.
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Competências técnicas

Os profissionais da área precisam conhecer profundamente os modelos econômico-financeiros, adaptando-os à realidade das empresas, de forma tal que se tornem poderosos instrumentos de decisões operacionais e estratégicas.
Competências analíticas
É necessário ser capaz de interpretar os dados econômico-financeiros, identificado fragilidades e riscos, bem como oportunidades que se traduzam na maximização dos retornos de curto e longo prazos, de forma sustentável. O seu trabalho é alinhar as finanças aos objetivos estratégicos da empresa.
Competências comportamentais
O gestor de finanças não é mais aquele profissional do passado, que só sabia criticar a performance corrente da empresa e dizer não para iniciativas não planejadas. Hoje, o profissional dessa área deve ser um grande parceiro de todos os seus pares funcionais, apoiando-os e trazendo luz às suas decisões operacionais e estratégicas, elucidando os riscos e retornos envolvidos. Externamente à empresa, ele precisa ser capaz de se relacionar com um mercado financeiro, cada vez mais sofisticado, arquitetando soluções de funding para suportar o equilíbrio da liquidez corrente e o plano estratégico de longo prazo.
Somente por meio dessas competências os profissionais de finanças ganharão relevância e protagonismo nas empresas nas quais trabalham.
Por Haroldo Mota, professor associado da Fundação Dom Cabral (FDC)