A disputa por executivos C-level foi um dos destaques da área de recrutamento em 2024 e há sinais de que pode continuar, especialmente para os CEOs. A revista Forbes aponta esse caminho ao indicar que 2025 pode ser o ano mais disruptivo – em décadas – para os principais executivos.
As mudanças são globais e envolvem a combinação de vários fatores, incluindo riscos geopolíticos, volatilidade econômica e disrupção tecnológica. Além deles, a publicação lista ainda o clima de investimento moldado pelas taxas de juros, a ascensão dos agentes de IA e a natureza evolutiva das ameaças à segurança.
Em resumo: os CEOs devem ficar em alerta, principalmente nos movimentos de fusão e aquisição (M&A). Na área de tecnologia, a reportagem da Forbes avalia que os movimentos podem ser mais acentuados, principalmente nas áreas de gerenciamento de TI e cibersegurança.
O tema M&A entre os CEOs globais também foi monitorado pela EY em sua pesquisa sobre confiança global. De acordo com o levantamento da consultoria, 56% dos CEOs globais esperam realizar ativamente atividades de fusões e aquisições nos próximos 12 meses, contra 37% em setembro de 2024.
Outro dado da EY é que, apesar das incertezas, a confiança dos altos executivos estaria aumentando. O levantamento da consultoria aponta que o otimismo dos CEOs foi fortalecido, embora 43% digam que não atingirão totalmente as metas de transformação previstas.
Outro dado importante é que os executivos mais confiantes adotam uma abordagem de longo prazo para a transformação com foco nos clientes e funcionários, apesar das forças disruptivas em evolução.
Movimento de troca de cargos permanece ativo
Em meio aos ajustes necessários, exemplos recentes de dança das cadeiras reforçam que o movimento continua ativo.
É o caso do argentino Fernando Fernandez, que assumiu a presidência executiva da Unilever em nível global. O executivo foi diretor da operação brasileira e ocupava a diretoria financeira global.
Com a mudança, ele assume o cargo anteriormente ocupado pelo alemão Hein Schumacher. No Brasil, Fernandez se destacou por ações estratégicas, como o fortalecimento de linhas premium e populares das marcas da Unilever.
A dança de cadeiras igualmente aconteceu no grupo Iguatemi: Ciro Neto passa a ser o diretor presidente, deixando a vice-presidência atual e sucedendo Cristina Anne Betts, que ocupava o principal cargo do grupo desde 2021.
O processo também atinge outros cargos da suíte C-Level. A área de tecnologia, novamente, se mostra ativa. Um exemplo é Rodrigo Rodrigues, que era CTO da operação brasileira da Experian, e assumiu como CTO global da corporação, liderando a partir da Califórnia, nos Estados Unidos.
Com mais de 20 anos de atuação na área de tecnologia, Rodrigues acumula a experiência de ter liderado vários projetos estratégicos em outras instituições financeiras como Itaú Unibanco e companhias de outros setores, caso do varejo na Dafiti e também na Via Varejo.
Do varejo, aliás, vem outra mudança importante: Alexandre Bastos Borges assume como CIO das Pernambucanas, com a mesma posição na Pefisa, que é a unidade financeira da companhia.
Como aponta o site TI Inside, o background profissional de Borges inclui a especialização em temas potentes como cibersegurança e DevSecOps e cloud computing, todos focados em inovação e transformação digital. Sobre esse último tópico, ele teve um papel destacado em outras empresas como Riachuelo, Porto Seguro, bolsa de valores B3 e ainda o grupo Vinci Partners, especializado em infraestrutura.
Segundo a publicação, o executivo é destacado pela trajetória de liderar equipes de alto desempenho e pela promoção da cultura ágil e implementação de soluções com impacto direto na eficiência operacional e a satisfação dos clientes.