• A cultura orientada a dados é essencial para que empresas sobrevivam e cresçam no ambiente digital, substituindo decisões baseadas apenas em suposições por análises fundamentadas em dados.
  • Organizações que democratizam o acesso aos dados e mantêm governança eficaz garantem uniformidade, precisão e segurança, fortalecendo sua capacidade de decisão orientada por dados.
  • A implementação da cultura data driven deve começar pela alta administração e incluir etapas como escolha criteriosa dos dados, acesso facilitado e provas de conceito simples para consolidar a adoção corporativa.
Resumo supervisionado por jornalista.

A cultura orientada a dados – ou data driven culture, na terminologia em inglês – é importante para as organizações corporativas e veio para ficar. A razão para isso é simples: empresas que a adotam têm o passaporte para sobreviver no novo mundo digital. Elas deixam de tomar decisões baseadas apenas em suposições e experiências passadas e passam a usar também os dados, como explicam os especialistas da consultoria em ciência de dados Aryng, dos Estados Unidos. 

De acordo com eles, os dados estão ao nosso redor, na forma de números, planilhas, fotos, vídeos e muitas outras coisas. As empresas agora estão usando essa matéria prima e aproveitando a riqueza dela para obter impacto e crescer. E para que as organizações sobrevivam e se expandam, uma cultura orientada por dados é muito crítica.

No entanto, é importante observar que uma grande quantidade de dados não significa que uma empresa seja orientada por dados ou tenha uma cultura orientada por dados. As organizações precisam aproveitar os dados para obter insights e tomar decisões com base neles. Em resumo: elas têm de construir essa cultura e ser “alfabetizadas” nessa linguagem.

A jornada da cultura orientada a dados

Um exemplo real são os colaboradores dessas organizações que democratizam o acesso aos dados, tornando a informação disponível aos seus funcionários e permitindo que eles entendam e usem os dados para tomar decisões. E eles também podem fazer isso a partir da mesma base de dados, o que mostra que existem uma governança e um gerenciamento que mantêm a uniformidade, precisão, usabilidade e segurança dos dados. Quanto melhores forem esses indicadores, mais orientada por dados será uma empresa. 

David Waller, sócio e chefe de ciência e análise de dados da Oliver Wyman Labs, é um estudioso do tema e propõe como pode ser a jornada para criação de uma data driven culture nas empresas. O guia do especialista foi publicado na Harvard Business Review (HBR), há quase três anos e ainda se mantém atual. Ele destaca que para muitas empresas, uma cultura forte e orientada por dados permanece indefinida, e os dados raramente são a base universal para a tomada de decisões.


Como especialista no assunto, a A3Data tem produzido uma série de infográficos, intitulada Data Fluency, em parceria com a Fundação Dom Cabral.

Acesse aqui e conheça mais a respeito.

Com base nessa avaliação, Waller lista 10 etapas, lembrando que a cultura orientada a dados deve começar no topo, ou seja, na alta administração, e a escolha dos dados precisa ser feita com astúcia. 

Outros conselhos envolvem a restrição da cultura para os cientistas de dados da corporação. O acesso também precisa ser fácil e qualquer problema nessa área tem que ser corrigido rapidamente. “As provas de conceito para assimilar a cultura de dados devem ser simples”, antecipa o consultor.

A Fundação Dom Cabral (FDC) tem participado dessa jornada de entendimento do data driven culture, em parceria com a A3Data, com a série ilustrada Data Fluency. Veja mais no infográfico a seguir.

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Dúvidas mais comuns

Cultura orientada a dados é uma abordagem organizacional que permite que as empresas tomem decisões informadas com base em dados concretos, em vez de depender apenas de suposições ou experiências passadas. Essa cultura impulsiona a produtividade e melhora a experiência do cliente, sendo fundamental para o sucesso no ambiente digital atual.

A cultura orientada a dados é crucial porque permite que as empresas sobrevivam e cresçam no mundo digital, utilizando dados como matéria-prima para obter insights valiosos. Isso ajuda a tomar decisões mais precisas, reduzir riscos e aumentar a competitividade no mercado.

Para construir uma cultura orientada a dados, as empresas precisam democratizar o acesso às informações, garantindo que os colaboradores possam entender e usar os dados para tomar decisões. Além disso, é essencial ter governança e gerenciamento que assegurem a uniformidade, precisão, usabilidade e segurança dos dados, começando pelo comprometimento da alta administração.

Ser orientado a dados significa tomar decisões táticas e estratégicas baseadas em dados concretos, em vez de instinto, opiniões pessoais ou observações gerais. Isso implica usar informações quantitativas e qualitativas para guiar ações e estratégias dentro da organização.

Um dos principais desafios é que muitas empresas ainda não têm uma cultura forte e definida orientada por dados, e os dados raramente são a base universal para decisões. Além disso, o acesso aos dados deve ser fácil e rápido, e problemas nessa área precisam ser resolvidos prontamente para evitar barreiras à adoção.

Segundo especialistas, a implementação deve começar pela alta administração, que deve escolher os dados com cuidado. É importante restringir a cultura apenas aos cientistas de dados, democratizar o acesso e garantir que as provas de conceito sejam simples para facilitar a assimilação da cultura orientada a dados.