Todos os anos, a consultoria McKinsey elabora uma lista com os melhores livros do ano, com base nas opiniões de seus especialistas, CEOs de grandes empresas e editores-chefes. A lista leva em conta uma série de gêneros, mas aqui vamos tratar de Cultura Corporativa, com os sete livros citados pela pesquisa, incluindo dois já traduzidos para o português. Confira.

1. The Case for Good Jobs: How Great Companies Bring Dignity, Pay, and Meaning to Everyone’s Work, de Zeynep Ton

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Foto: Reprodução/Impact Investor

Eleito um dos melhores livros de negócios de 2024 pelo Financial Times, o livro de Zeynep Ton é um guia de liderança, que serve de referência para empresários oferecerem bons empregos. Ton, que é professor no MIT, usa sua obra para mostrar que um trabalhador com remuneração justa, combinada com uma operação forte, contribui para o aumento da produtividade e traz mais competitividade ao negócio.

Como presidente do Good Jobs Institute, Ton ajudou executivos de muitas empresas na implementação de sistemas de empregos. Com a experiência adquirida ao passar tempo na linha de frente com os trabalhadores e seus gerentes, ela sabe o que mantém a maioria das empresas atoladas na mediocridade e como a implementação de um bom sistema de empregos as torna mais competitivas, resilientes e propensas a atrair e reter clientes fiéis e funcionários dedicados.

2. Culture Is the Way: How Leaders at Every Level Build an Organization for Speed, Impact, and Excellence, de Matt Mayberry

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Foto: Reprodução/Matt Mayberry via LinkedIn

Da lista dos mais vendidos do Wall Street Journal, Culture Is the Way busca mostrar o caminho para engajar os funcionários e obter os melhores picos de produtividade. Escrito pelo ex-jogador de futebol americano Matt Mayberry, o livro explora como um líder, independentemente de seu nível, pode construir uma cultura no local de trabalho que impulsione a excelência organizacional e libere todo o potencial de cada funcionário.

3. Lunáticos – Loonshots: como cultivar ideias inovadoras capazes de mudar o mundo, de Safi Bahcall

Foto: Reprodução/Amazon

Talvez o livro mais premiado da lista, constando como o melhor livro de negócios de 2019 pela Amazon, Bloomberg, Financial Times, Forbes, Newsweek e The Washington Post, Lunáticos quer mostrar como promover uma cultura de inovação que respeite as estruturas organizacionais e traga resultados.

Bahcall, doutor em física por Stanford, defende uma estrutura que reforce o trabalho em equipe e abrace iniciativas ousadas. O título do livro vem dos exemplos expostos, como a disseminação de incêndios nas florestas, a caça de terroristas online, passando por histórias de ladrões, gênios e reis. Com eles, Bahcall quer estimular iniciativas que podem parecer loucas, mas que trazem potencial para os negócios.

4. The Surprising Science of Meetings: How You Can Lead Your Team to Peak Performance**, por Steven G. Rogelberg

Foto: Daniel Good/Medium/Reprodução

Publicado em 2019, o livro de Rogelberg traz uma estimativa de acontecem em torno de 55 milhões de reuniões por dia, nos Estados Unidos. O investimento de tempo não é recompensador na maioria das vezes, e os participantes consideram a maior parte das reuniões entediantes e infrutíferas. Em The Surprising Science of Meetings, Rogelberg, pesquisador e consultor de empresas, analisou pesquisas e fez análises de dados, além de entrevistas com 5 mil funcionários de diferentes empresas, para descobrir qual é a receita de sucesso para uma reunião produtiva.

5. Tribal Leadership: Leveraging Natural Groups to Build a Thriving Organization, de Dave Logan, John King e Halee Fischer-Wright

Foto: Reprodução/FlexOS

O trio de autores quer demonstrar como grupos de colaboradores formam tribos dentro do ambiente empresarial e dá dicas de como tirar proveito disso. O livro indica como avaliar e liderar ‘tribos’ para maximizar a produtividade e o crescimento. A intenção é ajudar gerentes e líderes empresariais a controlar melhor suas organizações, utilizando as características únicas das diferentes equipes que atuam na empresa, em seu favor.

6. Você é o que você faz: como criar a cultura da sua empresa, de Ben Horowitz

Foto: Reprodução/Blog da Alelo

Para Ben Horowitz, investidor de risco e especialista em gestão, a cultura corporativa é o modo como a empresa toma decisões. É o conjunto de pressupostos com base no qual os funcionários se baseiam para resolver os problemas do cotidiano, desde a cor de um novo produto até a aquisição de outra empresa.

Em seu livro, o autor explica como moldar a cultura conscientemente, discutindo quatro exemplos reais de liderança e construção cultural: Toussaint Louverture, o líder haitiano da única rebelião de escravos bem-sucedida do mundo; os samurais, que governaram o Japão por 700 anos; Gêngis Khan, construtor do maior império em toda a história; e Shaka Senghor, um condenado por homicídio que dirigia a gangue mais temível do presídio. Horowitz traça paralelos desses exemplos de liderança com estudos de caso contemporâneos para explicar como criar a cultura ideal para cada empresa.

7. Work Here Now: Think like a Human and Build a Powerhouse Workplace, de Melissa Swift

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Foto: Reprodução/melissaswift.com

Mais um guia para a lista, e desta vez as dicas buscam desenvolver um ambiente de trabalho menos chato e que alavanque o desempenho das equipes. Melissa Swift, líder norte-americana de transformação da Mercer, apresenta diferentes maneiras de melhorar as práticas de gestão de pessoas e cortar ações que fazem o trabalho algo a ser suportado, não aproveitado.

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Dúvidas mais comuns

A cultura corporativa é a personalidade de uma organização, definindo como as pessoas dentro da empresa se comportam, tomam decisões e se relacionam entre si e com os clientes. Em resumo, é a 'maneira de fazer as coisas por aqui'. Esta cultura influencia diretamente o ambiente de trabalho e a produtividade.

A McKinsey recomenda sete livros principais sobre cultura corporativa, incluindo 'The Case for Good Jobs' de Zeynep Ton, que destaca a importância de bons empregos; 'Culture Is the Way' de Matt Mayberry, que aborda liderança em todos os níveis; 'Lunáticos' de Safi Bahcall, sobre inovação; 'The Surprising Science of Meetings' de Steven Rogelberg, que trata da eficácia das reuniões; 'Tribal Leadership' de Dave Logan e outros, sobre liderança de grupos; 'Você é o que você faz' de Ben Horowitz, que fala sobre moldar a cultura; e 'Work Here Now' de Melissa Swift, focado em melhorar o ambiente de trabalho.

Uma cultura corporativa forte e positiva pode aumentar a produtividade ao engajar os funcionários, promover bons empregos com remuneração justa e criar um ambiente que valorize a inovação e a colaboração. Isso torna a empresa mais competitiva, resiliente e capaz de atrair e reter talentos e clientes fiéis.

Segundo Charles Handy, os quatro tipos de cultura organizacional são: Cultura de Poder, que foca na hierarquia e decisões centralizadas; Cultura de Papéis, que enfatiza cargos, funções e regras claras; Cultura de Tarefas, que prioriza metas e resultados independentemente de quem os realiza; e Cultura de Pessoas, que valoriza o bem-estar, desenvolvimento e colaboração entre os funcionários.

Líderes em todos os níveis podem construir uma cultura eficaz engajando os funcionários, promovendo valores claros e criando um ambiente que estimule a excelência e o potencial individual. Isso inclui moldar conscientemente os hábitos e decisões da empresa, como destacado em livros como 'Culture Is the Way' e 'Você é o que você faz'.

Muitas reuniões são vistas como entediantes e infrutíferas porque não têm objetivos claros ou são mal conduzidas. Segundo Steven G. Rogelberg em 'The Surprising Science of Meetings', para melhorar a produtividade das reuniões é importante planejar com antecedência, definir metas claras, envolver os participantes de forma ativa e manter o foco no resultado desejado.

A inovação pode ser cultivada promovendo uma cultura que respeite as estruturas organizacionais, mas que também abrace iniciativas ousadas e o trabalho em equipe. Safi Bahcall, em 'Lunáticos', defende uma estrutura que permita ideias inovadoras, mesmo que pareçam loucas inicialmente, pois elas podem transformar os negócios e gerar resultados significativos.