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Carreiras não-lineares são o futuro

Sonho do emprego vitalício ficou para trás, com trabalhadores investindo em novas carreiras ou novas habilidades, em um mercado em rápida e constante transformação

carreira nao-linear © - Shutterstock
por Redação junho 13, 2023
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As constantes mudanças no mercado de trabalho, a rápida evolução das tecnologias e as transformações sofridas pelas economias dos países estão tornando o sonho do emprego vitalício coisa do passado. Os novos cenários abrem espaço para as chamadas carreiras não-lineares, situação em que o profissional troca de profissão ao longo do tempo ou muda de emprego com mais frequência, dentro da mesma profissão. Em ambos os casos, o investimento no aprendizado, por parte do profissional, é constante, para atender às necessidades de um mundo em transformação.

Vale explicar que as carreiras não-lineares não podem ser classificadas como um “salto de emprego”, comportamento no qual o profissional muda de carreira ou colocação indiscriminadamente, o que não é bem visto no mercado de trabalho. Segundo reportagem da Forbes, com as carreiras não-lineares pode-se não seguir em linha reta, mas há algum planejamento e coerência envolvidos.

Trabalhador viverá e trabalhará mais

Um dos motores da carreira não-linear é a tendência de a população viver mais e buscar ficar mais tempo no mercado de trabalho. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), até 2030, 1 em cada 6 pessoas terá 60 anos ou mais. Até 2050, deverão ser 2 a cada 6 pessoas com 60 anos ou mais. Conforme a Forbes, “com os indivíduos vivendo mais, a carreira tradicional de 40 anos de duração lentamente se tornará uma coisa do passado”. A revista aposta que o tempo de carreira poderá chegar aos 60 anos.

Mas, para permanecer tanto tempo no mercado, os trabalhadores terão que investir em novas habilidades e aperfeiçoamento constante. Sem falar que, com a idade mais avançada, terão que encontrar posições que não sejam extenuantes. “Além disso, poucas pessoas vão querer permanecer no mesmo emprego por 60 anos. Sem falar no fato de que necessidades e interesses mudam com o tempo. Isso significa que caminhos de carreira não-lineares, que exigem aprendizado ao longo da vida e aprimoramento de habilidades, se tornarão muito mais comuns”, diz a reportagem.

Pandemia mudou relações de trabalho

A pandemia da Covid-19 também mudou valores e atitudes dos funcionários. Em uma pesquisa do Gartner, 50% dos entrevistados disseram que suas expectativas em relação ao empregador mudaram. Há um peso maior para aspectos como opções de trabalho flexíveis e remotas, equilíbrio entre vida pessoal e profissional e desenvolvimento de carreira. Os funcionários querem se sentir valorizados. Neste cenário, planos de carreira não-lineares que oferecem tais benefícios ganham mais terreno.

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Outra mudança muito relevante vem ocorrendo nas relações de trabalho. Segundo a Forbes, “os funcionários vêm se sentindo menos engajados e menos leais aos empregadores”. Pesquisa da Energage Research com funcionários de mais de 4.000 empresas revelou que os níveis de engajamento dos trabalhadores caíram mais do que durante a pandemia.

Por trás da queda de lealdade estão o esgotamento e o estresse dos funcionários, além de um número elevado de demissões e congelamentos de contratações nos últimos meses. Por outro lado, apesar de os funcionários se sentirem esgotados e explorados, o mercado de trabalho vive um momento difícil, com indústrias enfrentando dificuldade para preencher lacunas. A combinação desses elementos contribui para que mais trabalhadores busquem carreiras não-lineares.

Habilidades pesarão mais que diploma

Um outro aspecto que vem ganhando peso no mercado de trabalho é que, nos últimos anos, as empresas vêm contratando com base nas habilidades do candidato e não necessariamente em seus diplomas e anos de experiência. A reportagem da Forbes sustenta que, na próxima década, o local de trabalho mudará drasticamente, com as empresas buscando skills que nem sequer existem hoje.

Mas, por enquanto, as empresas querem colaboradores flexíveis, que possam se adaptar à evolução das situações de trabalho e que façam dele seu propósito e paixão. Isso significa que candidatos não tradicionais e autodidatas que mudam de carreira podem ter maiores oportunidades no futuro. Ao alavancar habilidades e sair da zona de conforto, o trabalhador pode ser bem-sucedido em novos caminhos abertos por carreiras não-lineares.





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