- A agenda digital está aproximando os C-levels de tecnologia dos conselhos de administração para melhorar a supervisão e governança tecnológica nas empresas.
- Pesquisa da EY revela que 43% dos conselheiros demandam mais informações sobre inovação e tecnologias emergentes, e 39% sobre segurança cibernética, indicando lacunas de conhecimento.
- A integração dos líderes tecnológicos nos conselhos permite otimizar decisões de investimento em IA e segurança, alinhando métricas financeiras e não-financeiras para maximizar retorno e inovação.
A aceleração da agenda digital deve aproximar a liderança tecnológica dos conselhos de administração. A explicação é que os C-levels dessa área podem “supervisionar” os conselhos na navegação obrigatória, tanto das vantagens quanto das desvantagens da tecnologia.
Essa avaliação faz parte do relatório Prioridades dos Conselhos de Administração para 2025 nas Américas, que tem o subtítulo Quatro áreas de foco para avançar com confiança. Uma delas, é claro, envolve a tecnologia.
Segundo os analistas da EY, a liderança tecnológica pode reduzir as lacunas de conhecimento dos conselhos. A pesquisa da consultoria apontou, por exemplo, que 43% dos conselheiros ouvidos para elaboração do relatório citaram, especificamente, a necessidade de mais informações e recursos para inovação e tecnologias emergentes, e 39% para segurança cibernética.
E mais: apenas cerca de 40% dos conselheiros estão confiantes nas habilidades e recursos de sua equipe de administração para abordar temas como inovação e segurança cibernética.
Investimentos em IA
O alinhamento do conselho e da alta administração quanto ao apetite ao risco dos investimentos em inteligência artificial (IA) é outra demanda da liderança tecnológica.
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A estratégia, nesse caso e em outros que envolvam tecnologia, é identificar o retorno sobre investimento (ROI) dos projetos e não se concentrar, apenas, em explicá-los tecnicamente.
Os líderes de tecnologia também precisam ajudar o conselho a fazer perguntas diferentes e incentivar o debate aberto, para otimizar a governança sobre as decisões de investimento e seus resultados.
Para isso, a EY enfatiza que eles devem garantir que as métricas financeiras e não-financeiras, que direcionam as decisões de investimento, sejam confiáveis, imparciais e ancoradas nos indicadores-chave de desempenho (KPIs) corretos.
Inovação

A discussão sobre tecnologia pode ter mais espaço na agenda dos conselheiros, uma vez que o levantamento apontou que, para 45% deles, as reuniões de seus conselhos não dedicam tempo suficiente para a questão de inovação.
A segurança cibernética também entra no radar de atenção, pois foi apontada por 42% como um tópico que merece mais atenção. Os líderes tecnológicos, ao trabalharem com a administração, podem solicitar tempo apropriado na agenda do conselho, como indica o documento da EY.
Da mesma forma, os C-levels de tecnologia devem estar atentos no envolvimento dos conselheiros nos comitês e subcomitês relacionados a temas como segurança cibernética e tecnologias emergentes. Inclusive, precisam entender como os estatutos dos comitês podem ser mudados para acomodar discussões mais amplas.
O melhor entendimento da IA é outra forma de aproximação. Para dois terços dos conselheiros ouvidos pela EY, a administração deve priorizar essa tecnologia para capturar oportunidades de mercado e ganhos de eficiência interna, em vez de focar primariamente na mitigação de riscos.
Esse é o gancho, segundo os especialistas, para direcionar a liderança tecnológica a focar em iniciativas de criação de valor, reforçando o que já foi falado sobre ROI.
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Um exemplo é como a IA generativa está sendo utilizada para buscar ganhos de produtividade. Outra abordagem importante é medir como os programas de treinamento estão alinhando a estratégia de talentos com os investimentos em tecnologia.
Para a EY, a liderança de tecnologia deve ser envolvida, juntamente com o líder de recursos humanos, na discussão sobre investimentos em pessoas e remunerações totais, entre outras iniciativas.