• Aprendizagem transformadora exige uma jornada consistente e não pode ser alcançada por soluções rápidas ou superficiais em poucas horas.
  • Pesquisa da ATD mostra que 85% das organizações norte-americanas enfrentam gaps de habilidades, enquanto o Fórum Econômico Mundial destaca as principais competências futuras necessárias.
  • Organizações devem orquestrar múltiplos elementos e personalizar processos educacionais para gerar mudanças reais em comportamento e desenvolvimento organizacional.
Resumo supervisionado por jornalista.

Uma pesquisa recente da Association of Training and Development (ATD) apontou que 85% das organizações norte-americanas reportaram gaps de habilidades. Isso quer dizer que as habilidades dos times não são suficientes para lidar com mudanças de contexto e novas estratégias das organizações. Já o Fórum Econômico Mundial, pontou as 15 principais habilidades do futuro, sendo que as cinco primeiras são: (1) pensamento analítico e inovação, (2) aprendizado ativo e estratégias de aprendizagem, (3) resolução de problemas complexos, (4) análise e pensamento crítico, criatividade e originalidade e (5) iniciativa. 

“Já imaginou que sensacional se tivéssemos acesso a conteúdos de 15 minutos para cada uma dessas habilidades? Em 1h15m estaríamos prontos!”, ironizou Roberta Campana, gerente de Educação e Inovação na Fundação Dom Cabral. Em um artigo publicado no Linkedin, Roberta traz essas pesquisas como pano de fundo para defender que “soluções fáceis não levam a resultados extraordinários”.

Aprendizagem transformadora na essência

Segundo a especialista, preocupa o fato de as organizações enfrentarem complexidades nos ambientes de negócios e apresentarem um gap de habilidades em suas equipes para lidar com elas enquanto, como resposta, apresentam soluções equivocadas, com promessas de aprendizagem transformadora em poucas horas. “Chamo a atenção para a palavra ‘transformadora’…aprendizagem em poucas horas, ok, mas transformadora….convido você a refletir comigo”, provoca a especialista.

Em seu texto, ela defende uma jornada de aprendizagem com esforço e consistência, citando, inclusive, peças importantes para esse caminho. “Eu poderia dedicar o artigo a falar das partes e peças que compõem uma jornada de aprendizagem com potencial de alto impacto, mas este não é meu objetivo. O meu ponto é reforçar que não é correto prometer transformação com superficialidade”, argumenta. 

O artigo de Roberta pode ser lido na íntegra neste link, onde o leitor entenderá o ponto de vista de que “aprendizagem demanda orquestrar diferentes elementos, ferramentas, suporte e mensuração”. Como exemplo, ela conta uma experiência própria com uma organização que relatou altos investimentos no desenvolvimento educacional da equipe e pouca efetividade em mudanças de comportamento e desenvolvimento organizacional. “Desenhamos uma solução educacional que estava totalmente alinhada com os desafios da empresa, sob temas relacionados às dores que a maioria vivenciava”.

Esse direcionamento, por si só, aumenta as chances de engajamento, pois as pessoas viram sentido e significado na oferta. A solução, contudo, não pode ocupar uma prateleira, segundo a gerente da Fundação Dom Cabral, que explica em seu texto por que se deve tratar cada caso como único, dadas as suas demandas e estratégias diferentes. “O meu convite é para colocarmos as diferentes peças e partes de um processo de aprendizagem no seu devido lugar, dando a cada uma delas a sua real dimensão e significado para não nos frustrarmos com os resultados alcançados”, explica.

Dúvidas mais comuns

A aprendizagem transformadora é um processo que promove mudanças conscientes nos quadros de referência dos indivíduos por meio da reflexão crítica sobre pressupostos construídos de forma acrítica. Ela vai além da simples aquisição de informações, buscando transformar perspectivas e identidades.

A aprendizagem transformadora demanda esforço, consistência e uma jornada que orquestra diferentes elementos, ferramentas, suporte e mensuração. Soluções rápidas e superficiais não levam a resultados extraordinários porque a transformação verdadeira requer tempo para reflexão e aplicação prática.

As cinco principais habilidades do futuro são: pensamento analítico e inovação; aprendizado ativo e estratégias de aprendizagem; resolução de problemas complexos; análise e pensamento crítico, criatividade e originalidade; e iniciativa. Essas habilidades são essenciais para lidar com as mudanças e desafios organizacionais.

Para aumentar a efetividade, as organizações devem alinhar as soluções educacionais aos desafios reais da empresa, garantindo que os temas abordados tenham sentido e significado para os colaboradores. Além disso, é fundamental tratar cada caso como único, considerando suas demandas e estratégias específicas, e evitar que as soluções fiquem apenas na teoria sem aplicação prática.

Os quatro estilos de aprendizagem mais conhecidos, segundo o modelo VARK, são: Visual (aprende melhor com imagens e gráficos), Auditivo (prefere ouvir explicações e discussões), Leitura/Escrita (absorve conteúdo lendo e escrevendo) e Cinestésico (aprende com experiência prática e atividades manuais). Entender esses estilos ajuda a adaptar métodos para uma aprendizagem mais eficaz.

A educação transformadora busca desenvolver pessoas para que se tornem independentes, críticas e inovadoras, capazes de resolver problemas emergentes e lidar com os desafios da sociedade contemporânea. Ela promove a emancipação e o desenvolvimento de competências essenciais para o mundo atual.