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  • O 1º Índice de uso positivo de inteligência artificial no Brasil, promovido pela Ci&T, revelou as dez corporações que mais adotam a tecnologia, com AB InBev, Globo e Anima Holding ocupando os três primeiros lugares.
  • A pesquisa, realizada pela Fundação Dom Cabral, analisou 218 empresas e destacou que a área de TI é a principal responsável pela implementação de IA, participando de 64% das iniciativas.
  • Apesar de 47% das empresas possuírem governança estruturada para o uso de IA, ainda há oportunidades de melhoria, com uma significativa parcela utilizando ferramentas simples e pouco exploradas pela alta liderança.
Resumo supervisionado por jornalista.

O 1º Índice de uso positivo de inteligência artificial (IA) no Brasil apontou o ranking das dez corporações melhor posicionadas na adoção da tecnologia do país. A iniciativa da Ci&T, empresa de TI e desenvolvimento de software, premiou as escolhidas com o AI Lighthouse Awards, além de patrocinar um estudo detalhado sobre como a IA vem sendo encampada pelas organizações locais.

Nas três primeiras colocações, pela ordem, aparecem a AB InBev, Globo e Anima Holding, da área educacional. 

Em depoimento durante a premiação, Rodrigo Medeiros, líder global de Estratégia de Inovação da AB Inbev, classificou a iniciativa do AI Lighthouse Awards como “fundamental para valorizar e reconhecer organizações que estejam fazendo grandes estudos, avanços e investimentos na área de IA”. 

O especialista avaliou, ainda, que a jornada de IA está começando no Brasil, mas o reconhecimento dos esforços ajuda a fomentar a inovação e a tecnologia.

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Já Marcelo Souza, diretor de Tecnologia da Globo, segunda colocada no ranking, ressaltou que mais do que tecnologia e negócios, a IA também pode colocar a cultura e o humano no centro do processo.

IA em vários setores da economia 

Pessoa usando smartphone com ilustrações de inteligência artificial relacionadas a diversos setores, como comunicação e tecnologia, destacando a integração da IA em diferentes áreas de atuação.
Foto: Panya_photo/ Shutterstock

A metodologia da pesquisa que deu origem ao ranking considerou a coleta de dados de 218 corporações, entre agosto e outubro de 2025. Desse total, foram selecionadas 72 empresas, que tiveram o conjunto de informações considerado válido para a participação no ranking. 

Organizado pela Fundação Dom Cabral (FDC), que tratou os dados de forma anônima, o estudo não só listou as organizações melhores pontuadas sobre o uso de IA, como também mostrou uma diversidade de segmentos que participaram do levantamento. 

A área de TI teve a maior representatividade (15,3% dos participantes), mas Educação (9,7%) e os segmentos de Varejo e Serviços Financeiros (8% cada um deles) estão entre os primeiros. O setor de Infraestrutura (1,4% da representatividade na pesquisa) foi o menos participativo. Entretando, importante lembrar que a análise foi iniciada com a participação voluntária das organizações. 

Com base dos dados coletados, o relatório apontou ainda que a TI tem conduzido, na maior parte dos casos, as iniciativas de adoção da IA. O processo vem sendo encampado por esse departamento, com apoio de parceiros externos, em 37,6% dos casos. Já as equipes de TI sozinhas respondem por 26,4% dos projetos. 

Ou seja, TI participa – solo ou com consultoria externa – de 64% das iniciativas das empresas que participaram da pesquisa. 

Governança e compartilhamento interno 

Os dados mostram também que existe uma governança estruturada para uso de IA em 47% das empresas, com ferramentas para monitorar o uso desse tipo de recurso. Apesar disso, praticamente um quarto delas adota ferramentas simples, pouco exploradas pela alta liderança, indicando oportunidades de melhoria da maturidade. 

Embora a liderança dos projetos de IA esteja com a área de TI, dados do  levantamento indicam que há um diálogo com outros departamentos. O principal canal de estímulo para as iniciativas são as reuniões de alinhamento intrasetoriais, apontado por 69,4%. Já as sessões de brainstorms, também indicadas por 56,9%, aparecem com destaque. 

Outra forma de oxigenação é a participação de agentes externos, indicada por metade das empresas participantes do estudo. Nesses casos, a ideia é aproveitar o know-how técnico e as experiências consolidadas no mercado para acelerar a maturidade e a implementação das iniciativas.

O levantamento apontou que 43% das empresas ouvidas usam o chamado foresight tecnológico para antecipar tendências e identificar oportunidades estratégicas. Já levantamentos de dados com clientes (34,7%) e projetos desenvolvidos em colaboração com universidades (16,7%) aparecem em menor proporção, mas “demonstram esforços de fortalecimento do relacionamento com o cliente e do ecossistema de inovação”, segundo os organizadores do estudo.