O 1º Índice de uso positivo de inteligência artificial (IA) no Brasil apontou o ranking das dez corporações melhor posicionadas na adoção da tecnologia do país. A iniciativa da Ci&T, empresa de TI e desenvolvimento de software, premiou as escolhidas com o AI Lighthouse Awards, além de patrocinar um estudo detalhado sobre como a IA vem sendo encampada pelas organizações locais.
Nas três primeiras colocações, pela ordem, aparecem a AB InBev, Globo e Anima Holding, da área educacional.
Em depoimento durante a premiação, Rodrigo Medeiros, líder global de Estratégia de Inovação da AB Inbev, classificou a iniciativa do AI Lighthouse Awards como “fundamental para valorizar e reconhecer organizações que estejam fazendo grandes estudos, avanços e investimentos na área de IA”.
O especialista avaliou, ainda, que a jornada de IA está começando no Brasil, mas o reconhecimento dos esforços ajuda a fomentar a inovação e a tecnologia.
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Já Marcelo Souza, diretor de Tecnologia da Globo, segunda colocada no ranking, ressaltou que mais do que tecnologia e negócios, a IA também pode colocar a cultura e o humano no centro do processo.
IA em vários setores da economia

A metodologia da pesquisa que deu origem ao ranking considerou a coleta de dados de 218 corporações, entre agosto e outubro de 2025. Desse total, foram selecionadas 72 empresas, que tiveram o conjunto de informações considerado válido para a participação no ranking.
Organizado pela Fundação Dom Cabral (FDC), que tratou os dados de forma anônima, o estudo não só listou as organizações melhores pontuadas sobre o uso de IA, como também mostrou uma diversidade de segmentos que participaram do levantamento.
A área de TI teve a maior representatividade (15,3% dos participantes), mas Educação (9,7%) e os segmentos de Varejo e Serviços Financeiros (8% cada um deles) estão entre os primeiros. O setor de Infraestrutura (1,4% da representatividade na pesquisa) foi o menos participativo. Entretando, importante lembrar que a análise foi iniciada com a participação voluntária das organizações.
Com base dos dados coletados, o relatório apontou ainda que a TI tem conduzido, na maior parte dos casos, as iniciativas de adoção da IA. O processo vem sendo encampado por esse departamento, com apoio de parceiros externos, em 37,6% dos casos. Já as equipes de TI sozinhas respondem por 26,4% dos projetos.
Ou seja, TI participa – solo ou com consultoria externa – de 64% das iniciativas das empresas que participaram da pesquisa.
Governança e compartilhamento interno
Os dados mostram também que existe uma governança estruturada para uso de IA em 47% das empresas, com ferramentas para monitorar o uso desse tipo de recurso. Apesar disso, praticamente um quarto delas adota ferramentas simples, pouco exploradas pela alta liderança, indicando oportunidades de melhoria da maturidade.
Embora a liderança dos projetos de IA esteja com a área de TI, dados do levantamento indicam que há um diálogo com outros departamentos. O principal canal de estímulo para as iniciativas são as reuniões de alinhamento intrasetoriais, apontado por 69,4%. Já as sessões de brainstorms, também indicadas por 56,9%, aparecem com destaque.
Outra forma de oxigenação é a participação de agentes externos, indicada por metade das empresas participantes do estudo. Nesses casos, a ideia é aproveitar o know-how técnico e as experiências consolidadas no mercado para acelerar a maturidade e a implementação das iniciativas.
O levantamento apontou que 43% das empresas ouvidas usam o chamado foresight tecnológico para antecipar tendências e identificar oportunidades estratégicas. Já levantamentos de dados com clientes (34,7%) e projetos desenvolvidos em colaboração com universidades (16,7%) aparecem em menor proporção, mas “demonstram esforços de fortalecimento do relacionamento com o cliente e do ecossistema de inovação”, segundo os organizadores do estudo.
Dúvidas mais comuns
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A inteligência artificial é utilizada em diversos setores, incluindo segurança digital, identificação de criminosos e comportamentos suspeitos, além de assistentes virtuais que são amplamente disseminadas no mundo. Ela auxilia na investigação e prevenção de delitos, melhorando a eficiência e a segurança.
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O 1º Índice de uso positivo de inteligência artificial no Brasil destacou as dez corporações que mais adotam a tecnologia, com AB InBev, Globo e Anima Holding ocupando as três primeiras posições. Essas empresas representam setores variados como bebidas, mídia e educação.
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A área de TI lidera a maior parte das iniciativas de adoção da IA nas empresas brasileiras, participando sozinha de 26,4% dos projetos e, junto com parceiros externos, de 37,6%. Isso significa que TI está envolvida em 64% das iniciativas, conduzindo a implementação e o desenvolvimento das soluções de IA.
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Quase metade das empresas pesquisadas (47%) possuem uma governança estruturada para o uso da IA, com ferramentas para monitorar seu uso. No entanto, cerca de 25% ainda utilizam ferramentas simples e pouco exploradas pela liderança, indicando oportunidades para aprimorar a maturidade e o controle das iniciativas de IA.
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As empresas estimulam a inovação em IA principalmente por meio de reuniões de alinhamento intrasetoriais (69,4%) e sessões de brainstorm (56,9%). Além disso, metade das organizações conta com a participação de agentes externos para acelerar a maturidade e implementação das iniciativas, aproveitando know-how técnico e experiências do mercado.
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Na enfermagem, a IA otimiza processos, apoia a tomada de decisão, personaliza o cuidado e reduz tarefas burocráticas, liberando os profissionais para focar no cuidado humanizado. Ela contribui com suporte à decisão clínica, automação de tarefas, monitoramento contínuo, detecção precoce de doenças e otimização dos fluxos de trabalho, melhorando a eficiência e a segurança do paciente.
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Os principais riscos da IA incluem desemprego estrutural, aumento da desigualdade social, perpetuação de vieses e preconceitos, indefinição sobre direitos autorais, ameaças à privacidade e desafios éticos e de segurança. Esses pontos exigem atenção para garantir o uso responsável e ético da tecnologia.