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77% quer mudar de emprego em 2023; salário é principal motivo

Pesquisa mostra que três a cada quatro profissionais estão insatisfeitos com o trabalho e pretendem buscar novas posições neste ano

emprego em 2023 © - Shutterstock
por Redação 24 de junho, 2023
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O mercado de trabalho brasileiro vive um momento de profunda insatisfação da classe trabalhadora, por diversos motivos, sendo o principal deles, o salário. A carência de benefícios e a sensação de desvalorização profissional também pesam na balança. Foi o que identificou uma pesquisa realizada pelo portal de recolocação profissional Empregos.com.br. Os resultados da pesquisa foram publicados no site da CNN Brasil.

Para 77% dos profissionais ouvidos — ou três a cada quatro pessoas — essas insatisfações provocam o desejo de mudar de emprego em 2023. Aliás, 81% dos trabalhadores entrevistados disse que está insatisfeito com o trabalho atual.

A pesquisa foi realizada com 517 pessoas, em novembro de 2022. De acordo com o estudo, 70% dos entrevistados buscam novos empregos com o objetivo de conseguir melhores salários. Já 22,4% buscam mais benefícios, considerando este ponto como decisivo para a mudança de emprego. O trabalho em regime de home office foi objetivo crucial para apenas 7,5% dos profissionais ouvidos.

Maioria acredita na melhora da economia

A maioria dos entrevistados é otimista em relação às condições do mercado de trabalho neste ano, pois 71% acreditavam na ocasião na melhora da economia em 2023. Os trabalhadores também mostraram que querem se requalificar, sendo que 77,4% planejam fazer um curso profissionalizante em 2023, visando abrir oportunidades para novos empregos.

Para Tábata Silva, gerente do Empregos.com.br, os resultados da pesquisa estão em linha com os movimentos globais conhecidos como the Great Resignation, na qual funcionários insatisfeitos se demitem em massa. Ela também relaciona o fenômeno quiet quitting – caracterizado pelo esforço mínimo no trabalho.

Os dados devem chamar a atenção das áreas de recursos humanos das empresas, pois mostram que os funcionários têm a expectativa de serem valorizados no trabalho e estão dispostos a procurar outras oportunidades, caso não encontrem esse cenário positivo. “Quem não aprender que as pessoas são o pilar central de organizações sustentáveis, perderá seus talentos”, disse Tábata Silva.




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