Uma pesquisa elaborada pelo American Addiction Centers, uma rede norte-americana de tratamento contra dependência química, revelou que nada menos que 22,5% das pessoas ouvidas que estão empregadas usam álcool ou drogas ilícitas durante a jornada de trabalho. O álcool lidera: entre os que disseram sim, em média, 66% afirmam já ter consumido a substância enquanto trabalhavam. A maconha é a segunda substância mais comum, com mais de 22% respondendo que já a usaram de forma recreativa no trabalho.

A pesquisa mostra ainda o uso sem recomendação medicinal de substâncias como:

drogas
  • Oxycontin – opioide que atua como analgésico, semelhante à morfina – 12%
  • Aderol – medicamento neuro-estimulante – na faixa dos 9%
  • Codeína – opioide geralmente usado para reduzir dor – 7,5%
  • Cocaína – estimulante de comportamento – 6,5%
  • Metanfetamina – estimulante cerebral – 5%
  • Valium – ansiolítico – 4%
  • Heroína – droga recreativa com efeito eufórico – 1,5%

Problema em curso

Para a American Addiction Centers, os números da pesquisa revelam que há um problema em curso, e que os usuários de drogas precisam de ajuda — ainda mais quando o uso acontece em momentos inadequados, quando as pessoas deveriam ter concentração com os compromissos, além de evitarem problemas com outros colegas no ambiente de trabalho.

Surpreendeu, na pesquisa, o fato de os trabalhadores usuários de drogas não darem tanta importância à ameaça de testes para confirmar (ou não) o consumo. Segundo o estudo, um em cada 10 entrevistados dizem ter comprado ou tomado substâncias que os ajudam a passar nos testes.

Em relação ao gênero, de uma forma geral, os homens consomem mais álcool ou substâncias ilícitas durante as horas de trabalho que as mulheres. Na pesquisa, um em cada quatro homens admitiram usar álcool ou drogas no local de trabalho, contra uma em cada cinco mulheres.

Home office preocupa

drogas

A pesquisa também constatou que os funcionários que trabalham em casa integral ou parcialmente estão mais sujeitos a abusar de álcool ou drogas do que o que estão em escritórios. De uma forma geral, os que trabalham de casa teriam uma chance 10% superior de consumir bebidas alcoólicas em excesso, em relação a seus colegas em ambientes formais de trabalho.

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Home office em horário alternativo

Pessoas que consomem maconha de forma medicinal tendem a se manter dentro das doses prescritas pelos médicos. No entanto, cerca de 20% deles tendem a usar doses maiores de maconha medicinal durante o horário de trabalho, em especial em home office.

O estudo também se deparou com uma situação não prevista. Grande parte dos colegas de trabalho sabe que seus pares consomem álcool ou drogas durante e expediente. Segundo a pesquisa, somente 38% dos entrevistados disseram desconhecer alguém que use drogas ou álcool no trabalho. Um em cada cinco entrevistados sabem que alguns de seus colegas fazem uso destas substâncias, mas somente 16% dizem conhecer alguns colegas que efetivamente usem no ambiente de trabalho.

Dúvidas mais comuns

Segundo a pesquisa do American Addiction Centers, 22,5% dos trabalhadores entrevistados afirmaram consumir álcool ou drogas ilícitas durante o horário de trabalho.

O álcool é a substância mais consumida, com 66% dos usuários relatando seu uso durante o expediente, seguido pela maconha com mais de 22%. Outras drogas mencionadas incluem Oxycontin, Aderol, codeína, cocaína, metanfetamina, valium e heroína.

A pesquisa indica que funcionários que trabalham em casa, integral ou parcialmente, têm uma chance 10% maior de consumir bebidas alcoólicas em excesso comparado aos que trabalham em escritórios. Além disso, cerca de 20% dos usuários de maconha medicinal tendem a usar doses maiores durante o expediente em home office.

Sim, a pesquisa revelou que apenas 38% dos entrevistados desconhecem alguém que use drogas ou álcool no trabalho. Um em cada cinco sabe que alguns colegas fazem uso dessas substâncias, e 16% afirmam conhecer colegas que efetivamente consomem no ambiente de trabalho.

De acordo com o estudo, os homens consomem mais álcool ou substâncias ilícitas durante o expediente do que as mulheres, com um em cada quatro homens admitindo o uso contra uma em cada cinco mulheres.

As empresas devem incentivar campanhas e programas de prevenção, integrando os empregados e alertando sobre os riscos e prejuízos causados pelo consumo de drogas. É importante também documentar esforços de reabilitação antes de considerar a demissão, para evitar ações discriminatórias.

A demissão de um empregado com dependência química pode ser legal, mas deve ser feita com cautela. Se o trabalhador estiver em tratamento médico, a demissão pode ser considerada discriminatória. A empresa deve documentar todos os esforços para reabilitação antes de rescindir o contrato.